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Denúncia Caluniosa Florany diz que padres praticam terrorismo

Brasil Norte-Boa Vista-RR
Autor: FRANCISCO ESPIRIDIÃO
18 de Jan de 2004

Sem apresentar qualquer prova consistente, religiosos da Pastoral do Índio fizeram acusações contra a prefeita, junto à cúpula do PT

Mais um ato terrorista entre muitos praticados pela Diocese de Roraima e Pastoral do Índio. É assim que a prefeita de Uiramutã, Florany Mota, analisa as acusações feitas contra ela de que teria cedido um caminhão da Prefeitura para os índios praticarem o seqüestro dos padres Ronildo Pinto França, César Avellaneda e missionário espanhol Juan Carlos Martinez, da Congregação Consolata, no último dia 6, na Missão Surumu.

"Jamais me prestaria a um ato desses, até porque seria muita ingenuidade minha colocar um caminhão identificado com a logomarca da Prefeitura para praticar atos terroristas", declarou. "Isso não faz sentido. Eu não seria inconseqüente a esse ponto".
Florany lembrou que atos de extrema crueldade já foram praticados pelos religiosos da Diocese no interior de Roraima, entre eles a derrubada de torres de telefonia e queima de pontes. Num desses incidentes, crianças morreram queimadas, como é o caso da família de Reinaldo Reis, ocorrido em 1995, na Região das Serras.

"Sabendo que Reinaldo vinha com a família numa estrada, eles queimaram a ponte antes, causando a morte das crianças, e até hoje a mãe chora a perda, além do caseiro da família que morreu carbonizado na hora do acidente", diz a prefeita, acusando que quem é acostumado a prender e a amarrar pessoas não é o pessoal da Prefeitura de Uiramutã, e sim da Diocese de Roraima. "Nós nunca fomos envolvidos com atos terroristas e não será agora que vamos nos envolver", declarou.
A prefeita não negou que esteja envolvida na defesa do Município. Reconhece que, constitucionalmente, a luta é uma obrigação dela. "Mas isso jamais será feito de forma a ferir as leis. Jamais vamos agir na ilegalidade", disse. "Nós vamos lutar judicialmente pela permanência do Município".

Mentira e Terrorismo
Florany não se conforma com a prática da mentira e do terrorismo. Ela lembrou que a Pastoral do Índio plantou notas na imprensa internacional afirmando que os religiosos seqüestrados em Surumu haviam sido espancados, maltratados, cortados. A notícia correu o mundo todo em menos de 24 horas.
Depois, quando foi feito o exame de corpo de delito e ficou comprovado que nada disso havia acontecido, não colocaram nenhuma nota desmentindo. Essa última posição, que era a verdade, foi omitida pelos religiosos católicos. "Eles não desmentiram a primeira nota que plantaram na Internet", queixa-se Florany.
A prefeita assegurou ainda que vai entrar na Justiça com uma ação de calúnia, injúria e difamação, bem como com pedido de ressarcimento de danos morais contra a Pastoral do Índio e Diocese, "porque essas mentiras plantadas estão abalando a minha reputação política", disse. "Isso eu não vou admitir. Eu repudio esse tipo de nota. São colocações absurdas".

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