Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
10 de Fev de 2003
Um dos novos parlamentares de Roraima na Câmara Federal, Rodolfo Pereira (PDT), também criticou a atitude dos representantes do Governo Federal. Para ele, o fato do diretor de Funai, Eduardo Aguar, e do Secretário Nacional dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, terem se reunido apenas com os índios favoráveis à demarcação das terras indígenas em áreas contínua foi um ato unilateral.
"O Governo Federal errou em vir aqui e ouvir apenas uma parte. Não é possível que somente o CIR (Conselho Indígena de Roraima) e o CIMI (Conselho Indigenista Missionário) estejam corretos. Eu considero prejudicial para o trato dessa questão qualquer ato unilateral que parta de órgãos do governo", afirmou.
Rodolfo Pereira disse entender que se faz necessária a demarcação das terras indígenas, e com urgência. Mas, na sua opinião, é preciso ter o cuidado para que não permitir que a Amazônia seja internacionalizada. Para ele, também é preciso observar os direitos jurídicos dos produtores rurais que estão instalados nessas áreas á décadas. "Esses produtores serão prejudicados se continuarem sendo tratados como marginais", observou.
Ele defende que a demarcação seja feita, quer em área contínua ou em ilhas, desde que de forma racional e consensual. "Porém é preciso que tenhamos a garantia de que essas terras vão continuar sendo brasileiras, que não serão internacionalizadas", advertiu.
De acordo com o parlamentar, uma parte dos índios que defendem a demarcação da Raposa/ Serra do Sol em área contínua está sendo usada por ONG's (Organizações não Governamentais), que têm como objetivo a desnacionalização da Amazônia.
Rodolfo Pereira disse que é preciso tratar de forma racional a questão da demarcação das terras indígenas. Analisa que a forma os representantes do Governo Federal trataram do assunto, consistiu num profundo desrespeito ao povo de Roraima. "Essa atitude só gera conflito e não resolve a questão indígena", criticou.
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