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Delegado diz que caso é da Polícia Federal

Dourados Agora - http://www.douradosagora.com.br/
Autor: Vilson Nascimento
09 de Jun de 2010

O delegado titular de Polícia Civil de Amambai, Marcius Geraldo Cordeiro, explica que ao ser acionado para atender a ocorrência do desaparecimento de pelo menos 400 cestas básicas da Fundação Nacional do Índio (Funai), de um depósito em Amambai, realizou os levantamentos preliminares do caso e registrou um boletim de ocorrência, mas como o material furtado pertence ao Governo Federal e estava em poder de um órgão também federal, que é a Fundação Nacional do Índio (Funai), todos os levantamentos realizados serão encaminhados à Polícia Federal que, segundo o delegado, tem a incumbência de investigar o caso . De acordo com o delegado, durante os levantamentos os policiais não encontraram nenhum sinal de arrombamento no depósito e nem no portão de acesso ao pátio, o que indica, segundo a Polícia Civil, que quem furtou as cestas básicas teria as chaves do local.

O sumiço das centenas de cestas básicas do depósito da Funai continua um mistério.

Elas seriam distribuídas para famílias indígenas acampadas na região de fronteira com o Paraguai e estavam guardadas em um depósito da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), onde funcionava a antiga Casa do Índio (Casai), na esquina das ruas Rio Branco e José Bonifácio, no centro da cidade e que havia sido cedido à Funai.

Segundo a coordenadora regional do órgão, Arlete Pereira de Souza, o furto do material, que havia chegado ao depósito na semana passada, teria ocorrido durante o feriado prolongado, mas a falta das cestas só foi notada na manhã de segunda-feira, quando funcionários do órgão foram pegá-las para fazer a distribuição.

"Não temos nenhuma pista sobre as cestas furtadas, mas já registramos o desaparecimento na Polícia Civil, de Amambai, que deve encaminhar o caso para a Polícia Federal", disse a coordenadora regional.

Arlete pediu apoio dos comerciantes de Amambai e região para que denuncie, caso apareçam pessoas tentando comercializar cestas básicas ou alimentos de origem duvidosa.

O chefe do polo regional da Funasa em Amambai, David Pereira, esclareceu que o órgão só emprestava as instalações para a Funai guardar as cestas básicas, mas não tinha nenhum contato com a mercadoria.

"A Funai estava sem depósito para guardar as cestas que recebia para distribuir aos indígenas.

Como estávamos com o depósito vazio, num ato de cooperação, cedemos o local para a Funai guardar as cestas, mas não tínhamos nenhum contato com o material. Eles tinham as chaves e colocavam e retiravam mercadorias sem que a gente tomasse qualquer conhecimento", disse David.

David Pereira informou também que, por conta do ocorrido, a Funasa pediu a desocupação das instalações por parte da Funai, que ainda mantém cestas básicas no local, conforme constatou a reportagem na manhã de ontem.

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