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Autor: Karla Marques
07 de Nov de 2012
O III Congresso Nacional de Populações Extrativistas reuniu nesta terça-feira, 6, no Ceta Ecotel, em Macapá (AP), nove delegações de diversos segmentos extrativistas da Amazônia. Durante os dois primeiros dias, os debates giram em torno de questões relacionadas à regularização e criação de novas áreas de uso coletivo demandadas por populações extrativistas; plano de manejo das unidades; plano de manejo florestal comunitário, familiar e licenciamento; políticas econômicas e de Ater; mudança de clima e serviços ambientais; previdência, saúde e educação; organização e gestão dos territórios, avaliação, fortalecimento e estrutura do Conselho Nacional de Populações Extrativistas (CNS) e eleição e posse da nova diretoria da entidade.
Para a diretora do CNS de Roraima, Amélia Ferreira, a realização do III Congresso é uma grande oportunidade que a população extrativista tem em buscar junto aos outros estados o apoio à formalização do processo de reconhecimento da Reserva Extrativista (Resex) da região.
"Nossa busca não é somente discutir novas propostas de políticas públicas para as Resex, mas garantir a efetiva legalização, pois, sem isso, não temos acesso a crédito", ponderou.
Livaldo Sarmento, diretor da Resex Tapajós Arapiuns, destacou a importância das discussões para as unidades extrativistas, que, neste ano, pela primeira vez, puderam contar com a presença de ministros de Estado, interessados e engajados na luta por melhorias para as reservas.
Desde 1998, sempre participo dos congressos do CNS, e os considero importantes pelo fato de podermos reunir todas as representações de reservas extrativistas e assentamentos agroextrativistas da Amazônia e do Brasil para discutir os avanços e melhorias a esse segmento. Este ano, o encontro se torna relevante pela presença de ministros, além de outras autoridades que, no decorrer de 27 anos do Conselho, vêm lutando junto com a categoria em negociações que nos possibilitaram conquistar nossos direitos, com mais políticas, benefícios e serviços para dentro das nossas unidades", enfatizou.
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