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Defesa das florestas

CB, Opinião, p. A7
Autor: CUNHA, Ari
11 de Fev de 2005

Defesa das florestas

Ari Cunha

Marina Silva não faz alarde dos seus conhecimentos da vida dos seringais. Criada na selva, convivendo com a realidade dura da vida, a ministra do Meio Ambiente possui vícios de convivência porque, desde cedo, tem participado de movimentos políticos nem sempre de sanidade patriótica comprovada. Mas a vida lhe ensinou que a única salvação da mata é sua preservação, não em redoma, mas com utilização permanente. Foi essa a razão de o presidente Lula colocá-la no ministério.
Outro dia, em Brasília, Meio Ambiente, Ibama, Incra, Ministério do Desenvolvimento Agrário, produtores e parlamentares acertaram maneira de combater a grilagem e o roubo de madeira. Criou-se a oferta legal, cujo funcionamento vai depender dos preços para exportação, porque os invasores formam ilhas de madeira roubada nos rios, e os estrangeiros gananciosos correm para oferecer preços baixos, embora enfrentando a fiscalização, às vezes retida pela corrupção.
Pelo menos está aberto o canal de negócios para a exportação de madeira protegida pela legalidade. Rolf Hackbart, presidente do Incra, incentiva o movimento, e João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente, acredita que o governo tem todas as possibilidades de efetivar política sustentável em defesa da mata.

CB, 11/02/2005, Opinião, p. 17

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