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Darci Alves volta à prisão por crimes financeiros

O Globo, O País, p. 15
04 de Ago de 2006

Darci Alves volta à prisão por crimes financeiros

Jairo Barbosa
Especial para O Globo

No mesmo dia em que foi denunciado por crime ambiental, o fazendeiro Darli Alves, de 71 anos, acabou preso por outra razão. Em liberdade condicional depois de ser condenado pela morte do ambientalista Chico Mendes, Darli foi também julgado à revelia e condenado a 11 anos de prisão por crimes contra o sistema financeiro nacional, contra a fé pública e de falsidade ideológica. Ele foi detido anteontem por policiais civis de Xapuri (180 quilômetros de Rio Branco), no cartório da cidade.
Em 1999, quando estava foragido do presídio estadual Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, Darli usou documentos falsos no Pará para contrair financiamento junto a um banco e ser inscrito no programa de reforma agrária, ganhando um lote de terra. Em liberdade condicional há dois anos, depois de cumprir 19 anos de prisão pelo assassinato do líder seringueiro Chico Mendes, em 1988, Darli morava em Xapuri, onde administrava a fazenda Paraná, de sua propriedade.
Depois de cumprir o mandado, expedido em 17 de junho pelo juiz Francisco de Assis Garcês Castro Júnior, de Santarém (PA), o delegado de Xapuri, Cleilton Videira, descobriu que havia outro mandado de prisão contra Darli por homicídio. Ele é acusado pela morte de um homem no Pará em 1980, e era tido como foragido da Justiça. E, em maio do ano passado, ele também atropelou e matou uma senhora em Brasiléia (AC) e responde a processo por homicídio doloso.
- Descobrimos que ele responde ainda por outros crimes. Todos os processos estão em aberto, e iremos comunicar à Justiça - disse Videira.
Juiz suspende regime semi-aberto concedido a Darci
Em Xapuri, Darli foi ouvido em audiência pela juíza Zenair Bueno, que determinou sua imediata transferência para Rio Branco. A Justiça também decretou a prisão do filho de Darli, Darci Alves, que cumpre pena em regime semi-aberto no presídio da Papuda, em Brasília. O juiz Francisco de Assis determinou a suspensão do benefício.
O diretor da Polícia Civil do Acre, delegado José Barbosa, informou que a transferência de Darli para o Pará só será feita se a Justiça do estado solicitar. Até que a prisão de Darli seja comunicada à Justiça Federal do Pará, ele ficará preso na 6 Unidade de Segurança Pública de Rio Branco.

O Globo, 04/08/2006, O País, p. 15

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