OESP, Vida, p. A18
Autor: SALOMON, Marta
21 de Jul de 2010
Dados sugerem quebra de padrão
Cenário: Marta Salomon
Uma nova queda significativa no ritmo do desmatamento foge às expectativas para 2010, até no próprio governo. Anos eleitorais costumam ser mais complicados, pois a ação dos fiscais fica vulnerável a pressões políticas. A apreensão de uma motosserra pode tirar votos do candidato governista.
Este ano, a luta contra o desmate contou ainda com complicadores como o crescimento econômico, que estimula a busca por mais áreas para a pecuária, e a greve de fiscais do Ibama, que cancelou operações. Mas o principal vilão do desmate tem um novo padrão. Até 2005, a maior parcela da devastação ocorria em grandes áreas. Desde então, vem crescendo o abate em áreas menores, que os satélites do Deter não captam.
Somadas, muitas áreas pequenas devastadas podem fazer com que a queda do desmate, no fim do ano, não seja tão significativa como sugerem os dados divulgados até agora.
É jornalista de O Estado de S. Paulo
OESP, 21/07/2010, Vida, p. A18
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100721/not_imp583956,0.php
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