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Custo global do desmatamento pode chegar a US$ 1 trilhão ao ano até 2100, diz estudo

Amigos da Terra - www.amazonia.org.br
Autor: Aldrey Riechel
17 de Out de 2008

Um relatório realizado pelo empresário Johan Eliasch, diretor da organização Cool Earth, apresenta uma análise sobre financiamento internacional para reduzir o desmatamento e seus impactos sobre a mudança climática. O documento tem como foco principal a escala de financiamento necessária e os mecanismos que podem a levar a reduções efetivas nas emissões de carbono das florestas.

Segundo o estudo, os acordos internacionais devem centrar suas ações em medidas para controlar a perda de florestas globais e beneficiar países em desenvolvimento, além de apoiar a redução da pobreza e ajudar a preservar a biodiversidade. Caso medidas não sejam adotadas, seria adicionado aos impactos das emissões industriais, aproximadamente US$ 1 trilhão ao ano até 2100 no custo econômico global dos impactos da mudança climática.

Metas
As propostas visam reduzir pela metade as emissões causadas pelo desmatamento até 2020 e neutralizar as emissões de carbono do setor florestal até 2030, por meio da compensação das florestas perdidas com novas. Mas, segundo aponta o relatório, essa compensação só seria realizada a partir da cooperação internacional e incentivos de países produtores, que deveriam dar preferência às compras de produtos sustentáveis.

Outra proposta seria incluir o setor florestal nos mercados globais de carbono, para estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. No cálculo realizado pelo estudo, seria possível reduzir as taxas de desmatamento em até 75% em 2030, se aliadas ao manejo sustentável e atividades de reflorestamento.

As medidas, para Eliasch, precisam se apoiar em quatro alicerces: metas eficazes, monitoramento e relatórios sólidos, mecanismos para vincular o abatimento de emissões florestais aos mercados de carbono e financiamento adicional dos setores público, privado e governança para a distribuição dos fundos, que poderá ser dirigida aos âmbitos nacionais e regionais.

Segundo sugere o documento, os acordos internacionais precisam ser tomados dentro do Plano de Ação de Bali, além de mudanças significativas na utilização da terra para a produção. "Uma mudança à produção sustentável será complexa e desafiadora, mas não impossível, se a comunidade internacional agir de maneira conjunta e eficaz", conclui o documento.

O relatório Eliasch foi construído de maneira independente e baseado em pesquisas já realizadas, respostas a exercícios de consultas com partes interessadas e visitas a vários países, como América Latina, África e sudeste da Ásia.

Johan Eliash
O empresário Sueco é presidente da empresa Head, que fabrica artigos esportivos. Ele é apontado como o maior comprador de terras amazônicas e por isso está sendo investigado pela Agência Brasileira de Inteligência. Eliash é dono de 1.60 mil hectares de terras no estado do Amazonas e segundo afirmou em entrevistas, pretende manter a floresta intacta.

Veja o relatório na íntegra (em inglês) ou o resumo em português.
(http://www.amazonia.org.br/arquivos/288568.pdf)

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