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Curso superior indígena é oficializado pela UFRR

Site da Funai
Autor: (Leilane Alves)
01 de Set de 2003

Apesar do início das aulas ter sido em 1o de julho, só agora o curso de Licenciatura Plena Intercultural Indígena, formação de professores indígenas em terceiro grau, teve seu reconhecimento oficial como curso superior pela Universidade Federal de Roraima (UFRR). A primeira turma, com 60 professores indígenas, encerrou o primeiro bimestre na quinta-feira passada (28), último recesso escolar. As aulas teóricas do curso serão ministradas nas férias escolares, janeiro e fevereiro, e recessos, julho e agosto. No período em que os professores cursistas estiverem em sala de aula nas aldeias, levarão trabalhos para serem apresentados em seu retorno ao campus da UFRR, em Boa Vista (RR). A duração completa do curso é de cinco anos. Os dois primeiros serão voltados para oferecer formação pedagógica específica. Nos outros três, os professores poderão optar por se especializarem em Ciências sociais, Ciências da natureza ou Comunicação e arte.

A idéia do curso partiu dos próprios índios, em meados do ano 2000, e só foi concretizada graças ao empenho da professora Maria Auxiliadora de Souza Melo, a Dora, falecida dias após a aula inaugural. Eles entraram em contato com a UFRR e com a Fundação Nacional do Índio. Dora formou o Núcleo Insirikan de Formação Superior Indígena dentro da universidade, com a participação efetiva de professores da Organização dos Professores Indígenas de Roraima (Opir). "No processo de seleção haviam 360 candidatos para as 60 vagas", lamenta a consultora da Unesco na Funai, Tânia Maria Ferreira, da Coordenação Geral de Educação. As aulas estão sendo elaboradas por professores da própria UFRR, da Universidade Federal de Goiás e por profissionais da Funai. A pretensão é que a cada ano uma turma de sessenta alunos seja aberta e que mais de seiscentos professores indígenas se formem.

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