Dourados News-Dourados-MS
06 de Set de 2005
Está sendo implantado nas Aldeias de Dourados um projeto de fortalecimento da cultura da mandioca, envolvendo produtores das aldeias Bororó e Jaguapirú, em um projeto orientado pela Prefeitura de Dourados e Idaterra e financiado pelo Banco do Brasil através do PRONAF (Programa Nacional de Agricultura Familiar), complementando as ações de produção de alimentos básicos na área indígena.
A meta é implantar 100 hentáres de mandioca, com plantio de 01ha por família, contemplando 100 famílias cadastradas pela Secretaria Municipal de Agricultura Familiar e Idaterra e selecionadas por apresentarem maiores dificuldades de produção de alimentos em áreas menos férteis para o plantio de culturas mais exigentes.
Serão distribuídos 500m³ de ramas de mandioca, de uma variedade testada e aprovada pela Embrapa para a nossa região e será feito todo o trabalho de preparo de solo, correção da acidez com calcário e da fertilidade com adubação orgânica, além dos produtos para controle de formigas.
Nelson Arce, de 46 anos, membro de uma das famílias beneficiadas, mora com 12 pessoas na sua casa, mas somente ele e o irmão têm condições de trabalharem na lavoura. Segundo Nelson, o suporte com tratores e técnicos está ajudando muito, "são 4ha de arado que eram feitos na enxada". Agora, ele que está nos dois projetos, o de sementes e de mandioca, tem a intenção de usar metade da colheita para mantimento e vender o restante. "É um projeto com verdadeira estrutura e se Deus quiser vai melhorar a nossa vida, sei também que depende do nosso trabalho e esforço, eles estão nos ajudando, mas temos que fazer a nossa parte de limpar, cuidar para ter boa colheita", ressaltou Nelson.
Segundo o Secretário Municipal de Agricultura Familiar, Huberto Paschoalick, serão disponibilizados todos os recursos possíveis para o empreendimento, a começar das reuniões de cadastramento e esclarecimento do projeto. "Quando nos reunimos com cada Grupo de Roça, técnicos da Secretaria e do Idaterra, e discutimos todas as ações, do financiamento, do plantio, dos tratos culturais e da comercialização e todos os grupos foram muito receptivos ao projeto", esclarece Paschoalick.
Os objetivos são os de gerar trabalho, renda e produção de alimentos para as comunidades indígenas. "Para isso estamos ajudando, mas, o grande trabalho são deles", ressalta Paschoalick.
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