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Crise na Casai de Dourados chega no Ministério Público Federal

Dourados Agora - http://www.douradosagora.com.br
Autor: Valéria Araújo
24 de Mar de 2014

A crise na Casa de Apoio Indígena (Casai) chegou no Ministério Público Federal que reúne lideranças indígenas hoje para tratar do assunto. De acordo com o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) Fernando de Souza, há dois meses foi entregue um relatório sobre as deficiências da unidade. "Estas precariedades culminaram no afastamento do coordenador da Casa. Agora o importante é verificar os motivos que levaram a esta crise, já que os repasses mensais estariam sendo feitos", destaca.

Além de afastar o coordenador da Casai de Dourados, foi instaurada uma sindicância na Secretaria Nacional de Saúde Indígena para apurar a crise apesar dos repasses. Uma servidora foi indicada para ocupar o cargo no período das investigações. O secretário garantiu ainda que virá para Mato Grosso do Sul ainda neste semestre para verificar in loco a crise na Saúde Indígena.

Para Fernando de Souza, a expectativa é de que o secretário resolva questões emergenciais da Saúde Indígena de MS, como a nomeação de um coordenador para a Sesai/MS, já que o cargo está desocupado desde novembro do ano passado, e a compra imediata dos materiais básicos nos postos de saúde, bem como os medicamentos.

Recentemente a comunidade indígena denunciou que os servidores da Casai estavam mantendo o serviço com o próprio salário. "Se não é a vaquinha dos funcionários, os pacientes ficam sem alimentação", disse Fernando, observando que 10 dos 29 leitos estão desativados no local. De acordo com ele, a Saúde Indígena continua em crise, apesar dos repasses de mais de R$ 7 milhões que chegaram somente este ano para a Secretaria Especial de Saúde Indígena. O valor é referente a primeira parcela de um total de quatro, que juntas somam o valor de R$ 28 milhões previstos para 2014 em Mato Grosso do Sul.

No ano passado, a pasta teria recebido R$ 22 milhões. Apesar dos repasses, as famílias indígenas padecem sem o mínimo de estrutura nas unidades de atendimento. São materiais básicos e medicamentos em falta nos postos de saúde da Reserva, veículos sucateados parados no pátio da Sesai, desativação de serviços como sala de vacina e leitos na Casa de Apoio Indígena e até mesmo falta de alimentos e materiais de higiene e limpeza.

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