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Crise hídrica faz Alckmin acelerar anúncio de obras

OESP, Metrópole, p. A23
13 de Abr de 2014

Crise hídrica faz Alckmin acelerar anúncio de obras
Até 2018, projetos devem quintuplicar volume de água adicionado ao sistema em 5 anos; governo não aliviou pressão sobre o Cantareira

Fábio Leite - O Estado de S.Paulo

Pressionado pela crise no Sistema Cantareira, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou uma série de obras para aumentar a oferta de água no Estado até 2018. Os projetos equivalem a quase cinco vezes o volume criado desde 2008.
São projetos de construção de um novo sistema produtor, duas barragens e de uma transposição que devem gerar ou regularizar cerca de 23,6 mil litros por segundo. Nos últimos cinco anos, o acréscimo de água para abastecimento foi de 5 mil litros por segundo.
Os anúncios a toque de caixa refletem o atraso do governo na elaboração do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Macrometrópole Paulista, que oferece alternativas de captação de água para suprir o consumo projetado até 2035. O estudo foi contratado em novembro de 2008, por R$ 3 milhões, para ser concluído em 11 meses, mas só foi finalizado em outubro.
Enquanto o plano ficou em gestação, o governo ampliou a produção de água do Sistema do Alto Tietê em só 5 mil litros por segundo. Volume insuficiente para cumprir a exigência feita em 2004 à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) de reduzir a dependência na Grande São Paulo do Cantareira e evitar a crise atual, reflexo da estiagem mais severa da história. Ontem o nível do sistema chegou a 12%, ao menor já registrado.
"Cheias ou secas sempre vão existir quando dependemos da natureza. Sempre haverá incertezas. Agora, isso é um problema de Estado. As obras já estão planejadas. O que se precisa é de investimento mais rápido", afirmou Rubem Porto, professor de Engenharia da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em recursos hídricos.
No plano. As três obras lançadas ou anunciadas por Alckmin agora estão no plano. O Sistema Produtor de São Lourenço, em Vargem Grande Paulista, e as barragens Pedreira e Duas Pontes, na região de Campinas, devem ser concluídos em 2018. O primeiro aumentará em 4,7 mil litros por segundo a oferta na Grande São Paulo e o segundo, até 13,8 mil litros no interior.
Já a transposição de 5,1 mil litros da Bacia do Rio Paraíba do Sul para o Cantareira está sendo elaborada e enfrenta resistência do Estado do Rio e do Vale do Paraíba. A ideia é conclui-la no fim de 2015. Até lá, o governo terá de usar todo o Cantareira e apostar na volta das chuvas.

OESP, 13/04/2014, Metrópole, p. A23

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,crise-hidrica-faz-alckmin-ac…

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