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Criancas de tribo em MS morrem de desnutricao

OESP, Nacional, p.A11
26 de Jan de 2005

Crianças de tribo em MS morrem de desnutrição
Funasa informa que taxa de mortalidade em 2004 foi de 64 por mil
João Naves de Oliveira
Especial para o Estado
Crianças estão morrendo de fome nas aldeias indígenas de Dourados, a 220 quilômetros de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Vítimas de desnutrição, os jovens chegam aos órgãos de assistência indígena esqueléticas, com poucas chances de sobreviver, segundo alertam os técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), uma das organizações que cuidam das tribos locais.
Segundo os estudos da fundação, em 2002 foi registrada na região a morte de 46 crianças para cada mil nascimentos. No ano seguinte, 2003, o índice subiu para 53 mortos e, em 2004, saltou novamente para 64 mortes a cada mil nascidos. Os técnicos advertem que a situação já foi bem pior e contam casos extremos, como mães que alimentavam os filhos apenas com pão e água com açúcar.
O coordenador regional da Funasa, Gaspar Hickman, acredita que há falhas na distribuição de cestas básicas nas aldeias. Avalia que a mortalidade só poderá ser reduzida alimentando gestantes e crianças.
O secretário estadual de Assistência Social, Sérgio Wanderli, não confirma essa falha e ainda garante que nos últimos 15 meses foram investidos R$ 4 milhões em programas de geração de renda e alimentos para os índios de Dourados. "O Estado distribui 11 mil cestas básicas por mês aos índios", ressaltou Wanderli.
O alto índice de mortalidade entre os índios, notadamente da nação caiová, irritou o governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, que voltou ontem ao trabalho, depois de 15 dias de descanso. "Quero tudo esclarecido e resolvido com a máxima urgência", afirmou Zeca do PT.

OESP, 26/01/2005, p. A11

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