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Criação de espécies marinhas pode ser saída para comunidades, diz representante da Seap

Agência Brasil
18 de Jul de 2007

O coordenador-geral de Maricultura da Seap - Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Felipe Suplicy, disse que o cultivo de algas, moluscos e crustáceos em unidades de conservação, os chamados parques aqüícolas, pode ser uma saída para a fixação de comunidades nos seus locais de origem. Ele participou nesta terça-feira (17) do 1o Seminário sobre Aqüicultura e Pesca de Pernambuco.

De acordo com Suplicy, o governo federal está tentando viabilizar alternativas de geração de trabalho e renda para as comunidades que vivem do extrativismo de recursos costeiros no Nordeste, como marisco e caranguejo, que são finitos.

Existe uma série de ações em andamento, como a elaboração de planos locais de desenvolvimento da maricultura (criação de espécies marinhas), que é um instrumento de planejamento para definir áreas propícias a exploração da atividade, considerando todos os usuários dos recursos costeiros onde há pesca, lazer, navegação e turismo”, disse o coordenador. Segundo ele, estão sendo instituídos comitês estaduais para monitorar o desenvolvimento da atividade de forma sustentável.

Felipe Suplicy informou que o Plano Nacional de Expansão da Maricultura abrange seis estados e 51 municípios, ao longo da costa do Brasil.

O presidente da ABCC - Associação Brasileira de Criadores de Camarão, Itamar Rocha, disse que a produção nacional desse crustáceo continua em declínio. De acordo com ele, as vendas externas caíram 42% este ano, em comparação a receita obtida com a receita em 2003. O quilo do camarão de 11 gramas era vendido há quatro anos atrás por valor equivalente a R$11 e baixou para R$ 5 este ano”, comentou.

Ele afirmou que é preciso um incentivo financeiro principalmente para que pequenos produtores possam transformar a atividade em oportunidades de negócios, geração de renda e divisas.

O diretor geral da Agência de Desenvolvimento do Nordeste, Zenóbio Vasconcelos, afirmou que o Brasil tem condições de recuperar, por meio do uso do conhecimento científico, a perda da oferta de recursos marinhos seguindo o exemplo do Chile. Pelos números da Seap, o Brasil produz perto de 300 mil toneladas anuais de pescado em aqüicultura (criação), matade da produção chilena.

Estratégias para incentivar o cultivo de organismos aquáticos marinhos no Nordeste, a exemplo de ostras e camarões, serão debatidas até quinta-feira (19) no seminário, na capital pernambucana, por representantes de universidades, instituições de pesquisa e associações de pescadores.

O evento é promovido pela Seap, em parceria com a Adene - Agência de Desenvolvimento do Nordeste e o Itep - Instituto de Tecnologia de Pernambuco. A programação inclui apresentações de propostas para elaboração de uma política regional de incentivo à maricultura, com objetivo de promover a sustentabilidade regional da atividade. (Agência Brasil)

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