OESP, Metropole, p.C8
15 de Dez de 2005
Cresce sem controle a invasão das áreas de mananciais, conclui grupo
O Grupo Executivo de Proteção dos Mananciais, criado há seis meses a partir de um convênio firmado entre o governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, apresentou ontem o primeiro diagnóstico das regiões de preservação da capital. O mapeamento feito pelos técnicos mostra que as ocupações irregulares são o principal problema das regiões de mananciais. E pior: seguem crescendo indiscriminadamente.
A segunda fase do trabalho, prevista para ter início no primeiro trimestre de 2006, será o início da fiscalização das áreas de mananciais, nas zonas norte e sul da capital. O objetivo dessas medidas é justamente tentar conter o crescimento dos loteamentos clandestinos.
Para isso, estão previstas ações como a construção de limites físicos das áreas de proteção, de forma a tornar visível à população onde começam os mananciais.
Na segunda fase do convênio, ainda no próximo ano, serão criados quatro pólos. Três vão ficar na zona sul - Parelheiros, M'Boi Mirim/Campo Limpo e Capela do Socorro/Cidade Ademar - e o quarto na zona norte, na região da Serra da Cantareira.
O Estado de São Paulo, onde vive 22% de toda a população brasileira, dispõe de apenas 6,4% da água doce do País. Mais da metade desses recursos estão poluídos e 35% são de péssima qualidade, segundo o Grupo Executivo de Proteção dos Mananciais.
Na Grande São Paulo, os sistemas de abastecimento disponíveis têm capacidade de gerar 66 mil litros de água por segundo. Hoje, são usados pelos 39 municípios da região metropolitana 65 mil litros de água por segundo.C.R.
OESP, 15/12/2005, p. C8
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