O Eco - www.oeco.com.br
Autor: Celso Calheiros
15 de Jun de 2010
Uma onda de empreendimentos de energia eólica está chegando ao Porto de Suape, em Pernambuco. Em maio, a RM Eólica foi inaugurada e vai produzir até mil torres de aerogeradores por ano. Na cerimônia, além do tradicional corte da fitinha para simbolizar o início dos trabalhos, foi feito o anúncio de novos investimentos. A Gonvarri, empresa espanhola que controla a RM Eólica, vai construir até 2011 nova unidade para fabricação de flanges e um centro de montagem de turbinas. Os flanges são os anéis que fazem a união dos grandes cilindros que formam as torres. A indústria começa suas atividades com encomendas de 300 torres para entrega.
Antes da RM Eólica, a Impsa investiu ali R$ 150 milhões. A unidade em Suape desta multinacional argentina produz aerogeradores. A empresa tem interesses em conquistar três parques de energia eólica que produziriam 100 megawatts (MW) e que fazem parte do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) da Eletrobrás.
A Eólica Tecnologia é outra empresa que está dentro desse filão de energia limpa. A empresa é liderada pelo professor Everaldo Feitosa, responsável por um dos poucos mestrados de energia eólica no país, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Também vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica, ele conta que uma das razões para os investimentos no setor crescer no país está no fato de que o Brasil encontra-se em um estágio anterior em relação a outros países no uso da energia eólica.
Juan Carlos Fernandes, diretor da Impsa, afirma que existem excelentes condições de crescimento. "O Brasil tem um potencial eólico de 150 mil MW", avalia. O Nordeste, região que concentra as melhores jazidas de ventos do país, é carente de outras fontes de energia. A perspectiva nacional citada por Fernandes é praticamente a mesma utilizada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE): 143 mil MW - mais ou menos 13 usinas de Belo Monte.
De acordo com uma análise feita pelo professor Heitor Scalambrini Costa, do departamento de Engenharia da UFPE, no Plano Decenal de Expansão de Energia da EPE a participação das usinas eólicas passará de 0,3 para 0,9% da potência instalada no país. A biomassa (bioeletricidade) passará a responder por 2,7% (hoje, 1%)e as usinas térmicas aumentarão sua participação de 0,95 para 5,7% (mais de 500%). "A expansão pífia prevista para a energia eólica contrasta com a as informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que afirma que os ventos poderiam atender a pelo menos 60% de todo o consumo nacional de energia, já que em mais de 71 mil quilômetros quadrados do território nacional a velocidade dos ventos é adequada".
http://www.oeco.com.br/reportagens/24061-crescem-os-investimentos-de-em…
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.