Midiamaxnews-Campo Grande-MS
Autor: Silvia Frias e Alberto Dias
05 de Mai de 2005
Os deputados que compõem a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Desnutrição da Assembléia Legislativa irão até a sede da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) para averiguar documentos, em devassa paralela a que já está sendo realizada pelos auditores independentes. A medida foi tomada após cerca de duas horas de depoimento do coordenador-geral do órgão, Gaspar Hickmann, que não convenceu os parlamentares ao responder às denúncias de superfaturamento das verbas destinadas ao atendimento indígena.
Para o presidente da CPI, deputado estadual Maurício Picarelli, a tendência até agora, é de se acreditar nas denúncais de má gestão e má aplicação de recursos. "É um saco sem fundo e precisamos ver onde estão os gastos", disse, acrescentando que é preciso achar "o furo do saco". Picarelli avaliou que "alguns pontos não foram esclarecidos" e é preciso achar os culpados. "Se é que eles existem", ressaltou.
Durante os questionamentos, Picarelli mostrou vários contratos fechados entre a Funasa e empresas privadas, como o que foi orçado em R$ 400 mil por serviço de manutenção dos carros da Funasa, feitos no Centro Automotivo 500 Milhas, em Dourados. Hickmann disse que anteriormente o órgão não era responsável pela manutenção dos veículos e quando teve que assumir o trabalho, vários precisavam de revisão.
Com a mesma empresa, outro contrato inicialmente de R$ 530 mil foi alterado por R$ 1,060 milhão. O coordenador-geral explicou que este seria o gasto de dois anos e que não se tinha a noção do valor real gasto anteriormente. Para Picarelli, este foi um "largo passo", mas não definitivo para a solução do problema.
A deputada Bela Barros solicitou ao presidente da CPI que sejam convocaos ainda o prefeito de Dourados, Laerte Tetila, a construtora responsável pelas moradias indígenas e da CEF (Caixa Econômica Federal).
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