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CPFL investe em biomassa para geração de energia

OESP, Negócios, p. B18
12 de Mar de 2010

CPFL investe em biomassa para geração de energia
Novo projeto do grupo vai envolver três usinas de açúcar e álcool

Eduardo Magossi

A CPFL vai anunciar, na próxima terça-feira, um novo projeto de geração de energia elétrica de biomassa de cana-de-açúcar. A informação é do vice-presidente de geração de energia da companhia, Paulo Cezar Tavares. Segundo ele, esse será o maior projeto de biomassa da CPFL e vai englobar três usinas de açúcar e etanol de um mesmo grupo de capital nacional. "A energia a ser produzida nesse projeto será superior à soma de nossos dois projetos em andamento, na Usina Baldin, em São Paulo, e na Usina Baía Formosa, no Rio Grande do Norte."

Desde meados da década passada, a CPFL vem se associando a usinas do setor em investimentos de produção de energia produzida da cana. "Começamos nosso relacionamento comprando excedente de usinas do interior paulista. Depois, passamos a investir na construção de linhas de conexão e subestações para essas usinas. Recentemente, passamos a investir na modernização de usinas para alavancar a produção de energia produzida da queima do bagaço." Nesse processo, o acordo é feito com a CPFL investindo na troca das caldeiras, construção de casa de força, conexão e subestações, e sua remuneração é feita por meio do excedente de energia.

Na segunda quinzena de abril entra em operação a primeira usina em que a CPFL investiu nesse "retrofit". Localizada em Pirassununga (SP), a Usina Baldin recebeu investimentos de R$ 105 milhões e terá capacidade instalada de 45 MW, das quais a CPFL poderá comercializar 20 MW. "A usina entra em operação em abril com um excedente de cerca de 14,3 MW, mas a expectativa é atingir 23,6 MW em 2017", disse Tavares. Segundo ele, a expansão da produção de energia está vinculada à da produção de cana, já que a matéria-prima é o bagaço.

Praticamente toda energia gerada pela Baldin já foi vendida. Segundo Tavares, a comercialização foi feita quase toda no mercado livre. "Temos uma clientela grande, com demanda por essa energia. Isso fez com que não precisemos utilizar, até o momento, os leilões de energia de forma significativa." O executivo explica que os contratos fechados são de longo prazo, entre 8 a 10 anos.

O segundo projeto teve início em novembro de 2009, na Usina Baía Formosa (RN). Com investimentos de R$ 130 milhões, a usina terá uma capacidade instalada de 40 MW, com excedentes de 16 MW. A operação deve ser iniciada em julho de 2011. "Com esses projetos e mais o que será anunciado na terça-feira já teremos mais de 100 MW de capacidade instalada. Queremos atingir os 500 MW até 2015."

OESP, 12/03/2010, Negócios, p. B18

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