VOLTAR

Coordenador diz que saúde melhorou depois de parceria

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
21 de Out de 2004

O coordenador da Funasa, Ramiro Teixeira, afirmou que sentiu grande melhora no atendimento a saúde dos indígenas depois que a Fundação passou a gerenciar os programas diretamente com o CIR, UnB (Universidade de Brasília) e Diocese de Roraima. Antes esses gerenciamentos eram feitos através de ONGs (Organizações Não Governamentais).
"Há quase um ano estamos gerenciando esses recursos em parcerias com o CIR, UNB e Diocese, e sentimos que houve melhoras significativas", disse. Desta forma, o Distrito Sanitário Leste ficou a cargo do Conselho Indígena de Roraima (CIR), enquanto o Distrito Sanitário Yanomami está gerenciado pela Universidade de Brasília e Diocese.

"Essa mudança já melhorou muito depois que passamos a executar as ações com treinamentos de pessoal para o atendimento ser gerenciado através dessas entidades", disse.

Falando sobre os convênios firmados entre a Funasa e as entidades, Ramiro Teixeira afirmou que hoje a entidade que coordena é responsável por convênios na ordem de R$ 45 milhões só este ano, para saúde indígena e saneamento básico nos municípios.

Só com a UNB o convênio chega a R$ 10 milhões anuais. Em seguida aparece o CIR, com R$ 8 milhões, e a Diocese de Roraima, com R$ 1 milhão. Além desses recursos, a Funasa custeia toda a logística para atendimento aos indígenas, tais como horas de vôos para a área Yanomami, onde todo transporte é feito via aérea para os pólos de saúde, além de combustíveis para os barcos, gás para as geladeiras de vacinas e alimentação para os atendentes.

Existe ainda a Casa do Índio, em Boa Vista, que dá assistência aos pacientes que não podem ser resolvidos nos pólos. "Mesmo na Capital, o atendimento é respeitando toda a cultura de cada povo indígena", afirmou.

O coordenador disse que as comunidades indígenas de Roraima nunca tiveram tanta assistência de saúde como agora. "Estamos buscando mais, e é nossa meta para 2005 alocar recursos para melhorias na saúde e também para saneamento básico, tanto para as sedes dos municípios quanto para as comunidades indígenas", ressaltou.

A afirmação do coordenador deve-se, em parte, às reivindicações feitas por lideranças indígenas durante reunião na semana passada, onde a comissão indígena constatou a precariedade do saneamento nos pólos-base de saúde e a falta d'água como os maiores problemas de algumas comunidades, entre elas: Manuá, Novo Paraíso, São João, Cumaru, Cachoeirinha do Sapo e Bom Jesus. (

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.