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Controle requer só 0,6% do PIB

OESP, Vida, p. A12
19 de Mar de 2007

Controle requer só 0,6% do PIB
Com isso, temperatura se manteria em 2oC, diz IPCC

Efe, TÓQUIO

Manter a temperatura média do planeta num patamar de até 2oC teria um custo de apenas 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial previsto para 2030, segundo cálculo do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), órgão criado pela ONU, adiantado pela agência de notícias Kyodo, do Japão.

"Há um grande potencial econômico para limitar as emissões de gases do efeito estufa em todos os setores nas próximas décadas, e até mesmo para reduzi-las abaixo dos níveis atuais", indica o relatório do Grupo de Trabalho 3 do IPCC. O texto final só será publicado em maio.

O grupo pede a aplicação de medidas contundentes em um curto prazo para que se possa reverter a tendência do atual aquecimento do planeta pela ação humana. "As medidas que serão tomadas para atenuar o aquecimento do planeta nos próximos 30 anos determinarão até que ponto a temperatura média do globo aumentará e as conseqüências ambientais deste aumento."

O grupo de especialistas calcula que as emissões de CO2 geradas pela ação humana crescerão entre 40% e 110% até 2030, especialmente nos países em desenvolvimento.

Segundo o relatório, a aplicação de menos de 0,1% de média anual do PIB agregado de todas as economias do mundo impediria que a temperatura subisse além de 2oC. É uma taxa que pode ser administrada sem as conseqüências mais perigosas para o homem.

O IPCC tem o objetivo de avaliar toda a informação científica disponível sobre mudanças climáticas. Ele elabora relatórios periódicos que ajudam a entender as causas do processo e indicam medidas de controle e adaptação.

A primeira parte de seu quarto relatório foi divulgada no início de fevereiro. Nela, os integrantes do painel demonstram que o aquecimento global é real, irreversível e a causa é humana, não natural.

G-8 alerta para perda irreversível de biodiversidade

AFP

Ministros do Meio Ambiente dos países que integram o G-8, mais África do Sul, Brasil, China, Índia e México, divulgaram ontem um alerta conjunto sobre a taxa alta e irreversível da destruição da biodiversidade - que tem sido agravada pelo aquecimento. Segundo eles, a economia mundial perde com este processo, já que 40% do comércio mundial se baseia no aproveitamento de recursos naturais.

OESP, 19/03/2007, Vida, p. A12

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