OESP, Vida, p. A20
Autor: GUNN, Lisa; CHAROUX, Adriana G.
28 de Abr de 2010
Consumidor continua sem saber origem do bife que vai no prato
Análise
Lisa Gunn e Adriana G. Charoux
Apesar do cerco ter se fechado nos últimos tempos para os frigoríficos e supermercados no quesito informação sobre a origem da carne que comercializam, o fato é que o consumidor ainda não tem como saber se a carne que chega ao seu prato está comprometida com crimes ambientais, fundiários e trabalhistas.
Ainda são poucas as empresas dispostas a dialogar com a sociedade com transparência. Não há demonstração de postura firme de companhias do ramo em relação à exclusão de fornecedores que agem de forma ilegal ou que não incorporem aspectos sociais e ambientais.
Muitas pessoas já têm a consciência de que podem, por meio de seu consumo, punir ou premiar empresas de acordo com sua responsabilidade socioambiental. Mas o exercício da cidadania só será possível se for amparado por políticas governamentais e empresariais que favoreçam a prática do consumo sustentável.
Considerando a urgência da alteração dos padrões de produção e consumo face às mudanças climáticas, a ausência de um sistema de rastreamento que garanta informação sobre a origem da carne é inaceitável. Empresas, por sua capacidade de operar mudanças num curto espaço de tempo, devem mudar condutas para além da imposição da lei.
São coordenadoras do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC)
OESP, 28/04/2010, Vida, p. A20
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100428/not_imp543935,0.php
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