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Consulta Pública para ampliação da Estação Ecológica do Cuniã, em Rondônia

Rondonoticias
19 de abr de 2007

Encontra-se em estudo a ampliação da Estação Ecológica (ESEC) Cuniã para a consolidação das áreas protegidas na região do Médio Rio Madeira. A área proposta para ampliação está formada por 83 mil hectares em Rondônia e 15 mil hectares no Amazonas. A área proposta faz limite, ao sul, com a Reserva Extrativista (Resex) Cuniã do Lago do Cuniã, e ao norte com a BR 319, entre os quilômetros 55 e 120, sentido Porto Velho-Humaitá. A área faz fronteira a leste com a ESEC Cuniã e, a oeste, com a Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Rio Madeira B.

Considerando a relevância biológica da região e a forte pressão antrópica, a área em estudo requer proteção integral para assegurar a preservação destes atributos para esta e futuras gerações.
A consulta publica para ampliação da ESEC Cuniã será realizada no dia 11 de agosto, às 9 horas, no auditório da Faculdade São Lucas, em Porto Velho, Rondônia.

A Estação Ecológica do Cuniã (ESEC Cuniã) é uma unidade de conservação criada pelo Decreto Federal de 27 de setembro de 2001 e localizada-se ao norte de Rondônia, no município de Porto Velho, divisa com o município de Humaitá AM. A unidade é dividida em duas áreas disjuntas, denominadas área I (7.100 ha) e área II (46.120 ha), ambas adjacentes à Resex do Lago do Cuniã e é composta predominantemente pela Floresta Ombrófila Aberta do Bioma Amazônico e de transição com formações savânicas.

Importância biológica - A área em estudo para ampliação possui grande importância, tanto à conservação da biodiversidade (por determinação do Decreto 4.339 de 22 de agosto de 2002 e Portaria MMA 126, de 27 de maio de 2004), quanto ao fortalecimentoda barreira contra o avanço do arco do povoamento adensado - chamado "arco do desmatamento", amenizando os impactos decorrentes do desmatamento na região que têm avançado sobre a Floresta Amazônica cada vez mais.

Outro problema a ser amenizado com a ampliação da ESEC Cuniã é a fragmentação de ecossistemas. Dentre os problemas que o desmatamento trás, um dos mais preocupantes é o isolamento de fragmentos, principalmente pela dificuldade de se conseguir manter grandes áreas contínuas preservadas.

Muitas espécies são vulneráveis à fragmentação de habitats, principalmente àquelas que necessitam de grandes extensões territoriais preservadas para manter suas populações geneticamente ativas, como os grandes predadores, a exemplo dos pumas (Puma concolor) e onças-pintadas (Panthera onca), ambos hoje ameaçados de extinção e com presença confirmada para a área da ESEC Cuniã.

Além da preservação dos grandes carnívoros, com o aumento de habitat preservado, as populações das espécies cinegéticas, como queixadas (Tayassu pecari) e catetos (Tayassu tajacu), por exemplo, que também requerem grandes áreas, serão beneficiadas com aumento de sua vida, o que causará conseqüentemente o aumento populacional dessas espécies. Fortalecendo a função de "área fonte" da ESEC Cuniã, pois os indivíduos que se dispersam da ESEC são utilizados como fonte de proteína pela comunidade tradicional da Resex Lago do Cuniã.

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