OESP, Economia, p. B5
17 de Abr de 2013
Consórcio admite atraso em obra de Belo Monte
Fátima Lessa
ESPECIAL PARA O ESTADO / CUIABÁ
Depois de 15 ocupações, depredações e nove paralisações dos trabalhadores desde julho de 2011, quando começaram as obras da Usina Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o consórcio construtor admitiu, pela primeira, que o cronograma pode ser afetado.
Belo Monte é a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo. A assessoria do CCBM disse que não tem como calcular prejuízos, pois depende das seguradoras.
Em 2012, durante suspensão das obras por ordem da Justiça Federal, diretores da Norte Energia, responsável pela construção e operação da usina, disseram que cada dia de paralisação significava prejuízo de R$ 12 milhões.
O reconhecimento da possibilidade de atraso das obras ocorre dias depois que a Defensoria Pública do Pará pediu ao Ministério Público Federal que investigue se é legal o uso da Força Nacional como "vigia de canteiro".
O pedido foi feito depois que os defensores ouviram dos trabalhadores denúncias de "ação truculenta" dos soldados. Para o diretor administrativo do consórcio construtor, Marcos Sordi, só a importância do empreendimento para o País já justificaria a presença da Força Nacional.
OESP, 17/04/2013, Economia, p. B5
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