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Autor: Por João Borges
21 de Jan de 2020
Conselho da Amazônia: Bolsonaro foi alertado de que fundos de investimentos estrangeiros já não queriam investir no Brasil
A criação do Conselho da Amazônia e da Força Ambiental, anunciada nesta terça-feira (21) pelo presidente Jair Bolsonaro, é um reconhecimento de que a política ambiental, tal como vem sendo conduzida até agora, está sendo altamente prejudicial ao país, inclusive do ponto vista econômico.
Há pelos menos dois meses o governo brasileiro recebeu diretamente de gestores de grandes fundos de investimentos estrangeiros que não mais aplicariam dinheiro no Brasil por causa da política ambiental para a Amazônia. As imagens das queimadas e os dados mostrando o avanço do desmatamento da região despertaram nos cotistas dos fundos rejeição a que seus recursos fossem aplicados no Brasil.
Na época, o presidente Jair Bolsonaro foi alertado para o problema. A política do governo para a Amazônia, que já vinha provocando grande desgaste à imagem do Brasil junto a entidades ambientalistas, daqui e do exterior, passou também a ter consequências econômicas concretas. E isso assustou o governo.
O agronegócio exportador também sentiu os efeitos da equivocada política do governo para a Amazônia. Alguns contratos não chegaram a ser revistos, e os questionamentos sobre a sustentabilidade dos produtos, especialmente em relação à soja e à carne, passaram a ser muito mais rigorosos.
Na Europa, especialmente, a consciência ambiental se estende a segmentos cada vez mais amplos da sociedade, forçando os governos a mudarem suas políticas. Sem uma mudança de rumo da política ambiental, o Brasil corre o risco de ver cristalizada a imagem de um país que não se preocupa em produzir de forma sustentável, podendo gerar nos consumidores lá fora uma rejeição à importação de alimentos do Brasil.
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