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Conselho da Amazônia: Bolsonaro e Mourão excluíram governadores por temor de conflitos políticos

O Globo - https://oglobo.globo.com/
14 de fev de 2020

Conselho da Amazônia: Bolsonaro e Mourão excluíram governadores por temor de conflitos políticos

Aliados do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, dizem que ele ficou "aliviado" com protagonismo do vice-presidente

BRASÍLIA - A exclusão dos governadores da região amazônica da composição do Conselho Nacional da Amazônia Legal foi uma medida pensada pelo governo Bolsonaro com o objetivo de evitar conflito político dentro do colegiado. Pesou na avaliação do presidente e de seu vice, Hamilton Mourão, o fato de a maioria dos governadores da área serem de perfil independente ou oposicionista, havendo apenas dois aliados do Planalto no grupo de um total de nove.

A preocupação era a de que as conversas poderiam ficar travadas por conta de conflitos partidários. Mourão deixou claro a aliados que os governadores serão ouvidos e participarão do debate. Mas a tendência é de que eles não façam mesmo parte do conselho. Esta semana, Bolsonaro transferiu o órgão do Ministério do Meio Ambiente para a Vice-Presidência. Segundo aliados, a medida deixou o ministro Ricardo Salles "aliviado".

Durante o evento no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou ter esperança de que o governo irá dar "a devida resposta" aos que criticam a proteção da floresta. O presidente fez referência ao presidente da França, Emmanuel Macron, que no ano passado defendeu uma discussão sobre a "internacionalização" da Amazônia, em meio ao aumento de queimadas na floresta.

Ao assinar o decreto, Bolsonaro voltou a criticar a demarcação de terras indígenas, que chamou de "indústria":

- Hoje temos Roraima tomada e existe (demarcação) no Brasil todo. Deixo bem claro que ninguém é contra dar a devida proteção e terra aos nossos irmãos índios, mas, da forma como foi feito, e hoje em dia reflete 14% do território demarcado como terra indígena, é um tanto quanto abusivo.

O meio ambiente foi um dos principais focos de desgaste do primeiro ano de Bolsonaro, quando o desmatamento da floresta amazônica teve crescimento recorde de 29,5% em relação ao ano anterior.

O Globo, 14/02/2020

https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/meio-ambiente/conselho-da-am…

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