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Conferencia sobre o clima vai discutir o Protocolo de Kyoto

OESP, Geral, p.A16
14 de Out de 2004

Conferência sobre o clima vai discutir o Protocolo de Kyoto
Em dezembro, evento na Argentina também vai debater sobre catástrofes recentes
Ariel Palacios
Correspondente
Buenos Aires - O governo argentino se prepara para ser sede da 10 Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-10), que vai reunir representantes de 180 países. A reunião mundial sobre os problemas ambientais ocorrerá poucos meses após a passagem de intensos furacões pelo Caribe e por Estados do sudeste dos Estados Unidos e pela decisão do governo russo de ratificar o Protocolo de Kyoto. "Isso despertará ainda mais a atenção sobre esta reunião mundial", declarou ontem o secretário do Ambiente da Argentina, Atilio Savino, ao anunciar detalhes sobre o evento. A cúpula será realizada na capital Argentina entre os dias 6 e 17 de dezembro.
Savino também admitiu que o recente filme O Dia Depois de Amanhã (cuja trama refere-se a uma catástrofe climática que congela o Hemisfério Norte, afetando principalmente o território americano) aumentou o interesse da população sobre o clima mundial. "Até Hollywood gastou milhões de dólares
em produções, que mesmo apocalípticas, foram um sucesso de bilheteria." Segundo ele, cada vez mais o público tem uma percepção geral e uma opinião sobre as mudanças climáticas.
A expectativa é de que a COP-10 alcance um sucesso maior que as reuniões anteriores. O diferencial, desta vez, seria a recente decisão do governo da Rússia de ratificar o Protocolo de Kyoto, que estabelece uma redução das emissões dos gases que causam o efeito estufa. "Mesmo faltando a aprovação por parte do Parlamento russo, trata-se de um passo decisivo que muda as perspectivas para as negociações que teremos em Buenos Aires", explicou o secretário.
O problema, explicou, é a resistência dos EUA - país que mais emite os gases - em assinar o Protocolo. No entanto, Savino afirmou que dentro do Congresso
americano diversos parlamentares começam a pensar de forma diferente e passam a aceitar a necessidade de assinar o Protocolo.
Segundo ele, a esperança é que na COP-10 surja "um plano de ação relacionado à adaptação das políticas a um fenômeno (o aquecimento global) que alguns anos atrás era visto como algo que ainda estava para acontecer, mas que agora já é realidade, com conseqüências cada vez mais intensas."

OESP, 14/10/2004, p. A16

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