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Comunidades indígenas temem isolamento

Folha de Boa Vista
29 de jul de 2006

As fortes chuvas ainda vêm causando prejuízos às comunidades indígenas que dependem das estradas para escoar as produções como farinha, goma, além de frutas e legumes, comercializados nas feiras em Boa Vista. Essa situação vem sendo enfrentada pelos indígenas de três comunidades na área rural de Boa Vista – Serra da Moça, Truaru e Morcego. Moradores de fazendas e produtores de grãos estão tendo dificuldade para passar na estrada de piçarra.

O acesso à área rural de Boa Vista é através da estrada do Passarão, depois de 45 quilômetros, numa estrada de piçarra localizada ao lodo esquerdo da rodovia. Para chegar às comunidades são, em média, mais 15 km de piçarra em péssimas condições, do começo ao fim da estrada de chão.

O tuxaua da comunidade Serra da Moça, Justino Carlos dos Santos, disse que a estrada de piçarra que dá acesso às comunidades indígenas está sem condições de tráfego, além de a chuva ter cortado dois trechos da estrada, piorando ainda mais a situação. Há mais de uma semana que a estrada piorou muito. Acredito que nos próximos dias nem carro pequeno vai passar, porque os caminhões já estão ficando atolados”, informou.

Justino comentou a necessidade de um atendimento emergencial no local, uma vez que outras vias de acesso, através do Passarão, o atoleiro está maior. As três comunidades estão sofrendo com essa situação. Todos utilizam o mesmo caminhão para levar os produtos à Feira do Passarão, onde vendemos a nossa produção. Também passam fazendeiros e produtores de grãos nesta estrada. Os buracos estão grandes e aumentam a cada dia. Há dois trechos completamente intrafegáveis”, disse.

Infra-estrutura – O engenheiro João Luis, da Secretaria Estadual de Infra-Estrutura (Seinf), comentou que as obras de recuperação da estrada já foram licitadas e ainda falta a liberação do empenho. Acreditamos que nos próximos 30 dias iremos iniciar a recuperação dessa estrada de piçarra. A demora para iniciarmos os trabalhos é em virtude das chuvas”, disse.

João Luis explicou que, caso a situação piore e a estrada fique intrafegável, um trabalho emergencial deve ser realizado. O trabalho que será feito nesta área é bastante grande, porque envolve muitas comunidades. Agora estamos aguardando o processo do empenho”, explicou.

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