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Autor: Viviane Teixeira
27 de Fev de 2009
A senadora Marina Silva, acompanhada da deputada federal Perpétua Almeida, esteve na manhã desta sexta-feira, 27, no Seringal Bagaço, zona rural de Rio Branco. Elas participaram de uma reunião para ouvir da comunidade local as principais demandas. Um dos maiores impasses vividos pelas 25 famílias que moram no seringal é a luta pela regularização da terra. De acordo com a senadora, a comunidade já está organizada há muito tempo, mas há 20 anos um fazendeiro deu como garantia de um empréstimo a terra onde moram as famílias, e que agora a instituição financeira entrou com uma ação judicial requerendo que essas pessoas assumam a dívida.
"Existem três coisas a serem feitas em favor da comunidade do seringal Bagaço: a primeira é a luta para que eles continuem donos de suas terras e posses, segundo para que a dívida não venha a ser imputada aos posseiros, e terceiro que eles possam receber mais benefícios dos governos", disse Marina Silva.
Durante o encontro, as autoridades presentes destacaram a necessidade de organização da Associação dos Produtores Rurais Kleber Gaivota para que juntos a comunidade e os gestores possam definir qual o modelo de regularização da terra é o mais adequado. Eles podem optar pelo assentamento, Projeto de Desenvolvimento Sustentável ou ainda a Reserva Extrativista. Para Marina o modelo mais acertado seria o de Projeto de Desenvolvimento Sustentável, que combina agricultura familiar e uso comum das áreas de floresta para extração, mantendo os mesmos moradores do seringal.
"Essa visita reforça o comprometimento da senadora e da deputada em ajudar nossa comunidade. Depois da regularização vai ser mais fácil para nós conseguirmos os benefícios, e assim aumentar nossa produção", relatou a presidente da Associação, Maria do Carmo de Oliveira. Já para Maria da Costa Santos que mora há 44 anos no seringal Bagaço, seria um grande sonho realizado a regularização da área. "Já criei meus filhos no seringal e não tenho vontade de abandonar minha terra".
Marina Silva voltou ao seringal onde nasceu acompanhada do pai Pedro Augusto da Silva, 81. Eles ouviram atentos aos pedidos de apoio da comunidade. "Estamos trabalhando no suporte da questão legal para viabilizar os recursos e os apoiar as reivindicações apresentadas", destacou a senadora.
Perpétua Almeida salientou em seu discurso a organização da comunidade pela união e resistência. "Estamos nos juntando para garantir que as propostas dos governos federal, estadual e municipal sejam cumpridas e que a comunidade tenha acesso aos programas. Essas pessoas precisam ter o direito de posse".
Desde 2005 a prefeitura de Rio Branco vem atuando em parceria com o Governo do Estado e Federal para garantir o acesso aos investimentos públicos. Nesse ano, por exemplo, o arroz produzido será beneficiado na própria comunidade, um barco já foi cedido para o transporte da produção, e outro será comprado por meio de um convênio firmado entre a bancada federal e o Governo do Acre. "Além disso, a produção é entregue ao programa Compra Direta. Nossa parceria tem demonstrado que é possível inserir políticas públicas em comunidades isoladas", finalizou o representante da Secretaria Municipal de Agricultura e Floresta de Rio Branco Jorge Rebouças.
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