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Comissão sobre crianças indígenas visita Dourados

Agência Câmara de Notícias-Brasília-DF
21 de Mar de 2005

Em sua primeira viagem, a comissão externa que investiga a morte de crianças INDÍGENAS por desnutrição em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul visitou hoje centros de recuperação, hospitais e aldeias de Dourados (MS). Os deputados também reuniram-se com lideranças INDÍGENAS, autoridades, especialistas e médicos. Os encontros forneceram subsídios para as audiências públicas que serão realizadas amanhã, em Dourados, e na quarta-feira (23), em Campo Grande.
O presidente da Comissão, deputado Geraldo Resende (PPS-MS) quer apresentar diagnóstico da situação, levantar as responsabilidades pelo quadro atual e apontar possíveis soluções que garantam melhores condições de vida para as comunidades INDÍGENAS.
O deputado avisa que a situação é muito complexa e pode levar a múltiplas conclusões e saídas. "Para isso, queremos ouvir lideranças INDÍGENAS, antropólogos e responsáveis pelos programas de saúde, além da própria comunidade", afirmou. "Ninguém neste momento tem condições de apresentar uma solução pronta, principalmente para a reserva indígena Jaguapiru e Bororó, em Dourados".

Taxa alta
Somente neste ano, 12 crianças INDÍGENAS morreram em Dourados. A taxa de mortalidade infantil entre as tribos da região está muito acima da brasileira, que já é considerada alta.
Por causa das mortes, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) examinou 2,3 mil crianças menores de 5 anos nas aldeias de Mato Grosso do Sul. Dentre elas, 20% apresentavam algum tipo de problema, como desnutrição.
Em Brasília, os parlamentares da Comissão ouviram, na semana passada, o depoimento dos presidentes da Funasa, Valdi Camárcio; e da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mércio Pereira Gomes.

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