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Comissão que investigou mortes de crianças critica Funasa e Funai

Folha de S. Paulo-São Paulo-SP
Autor: IURI DANTAS
04 de Mai de 2005

A morte de 21 crianças indígenas de tribos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul poderia ser "plenamente evitável" pelo governo federal, a Funai é "omissa" em diversos problemas dos índios na região e a Funasa perde tempo em discussões "muitas vezes inúteis para a comunidade indígena". Essas são as principais conclusões da comissão externa criada pela Câmara para investigar a morte por desnutrição de crianças indígenas nos dois Estados.
A comissão relaciona como fatores que contribuíram para as mortes, o "precário abastecimento de água [...], a deficiência na capacidade de prevenção e assistência à saúde [...], além da óbvia insuficiência de ingestão de alimentos". Segundo o relatório, elaborado pela deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC), "foram inexplicavelmente suspensas [pela Funasa] atividades de grande relevância para a nutrição das crianças indígenas".
Já a Funai (Fundação Nacional do Índio) estaria "totalmente sucateada". "As informações colhidas por esta comissão [...] sinalizam a necessidade de reestruturação [da Funai] que lhe dê maior capacidade para formular e executar projetos", diz outro trecho.
"O relatório não é para proteger o governo, não é de oposição. É apenas realista sobre a situação dos índios que vimos ali", disse Almeida. O documento ainda não foi aprovado pela comissão porque o deputado João Grandão (PT-MS) pediu vistas ontem.

Outro lado
A Funasa informou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentaria as conclusões do relatório da comissão externa. Procurada pela Folha, a Funai Funai informou que não vai se manifestar porque não recebeu uma cópia do documento.

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