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Comissão do Senado ouve índios e arrozeiros

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
Autor: Loide Gomes
02 de Mai de 2005

Os senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB), Augusto Botelho (PDT) e Wirlande da Luz (PMDB), que compõem a comissão externa do Senado destinada a acompanhar e avaliar os conflitos gerados pela demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, reúnem-se hoje à tarde, no auditório da Fecor (Federação do Comércio de Roraima), com os produtores prejudicados pelo decreto de homologação.
Ontem os senadores passaram o dia na reserva. Eles visitaram a maloca Flexal e as vilas Socó, Mutum, Água Fria e Surumu para ouvir a opinião dos moradores sobre a homologação.
No Flexal, que concentrou os protestos pela homologação, a situação ainda é tensa, com uma revolta fortíssima, segundo Mozarildo Cavalcanti, presidente da Comissão. Já nas vilas diz que as pessoas estão em pânico, porque a maioria vai ter que sair de suas casas dentro de um ano.
Os senadores optaram por não visitar a região da Serra do Sol, por conhecer a posição das comunidades na defesa da permanência das vilas e na demarcação de uma área em separado das demais.
O presidente afirmou que a Comissão não ouvirá os indígenas favoráveis à demarcação, porque sua posição já é bastante clara. "Além disso, o CIR (Conselho Indígena de Roraima) sempre se negou a falar com as comissões do Senado", destaca.
A previsão é que as visitas in loco tenham se encerrado ontem. Mas após a reunião de hoje na Fecor, os três senadores avaliarão o que foi apurado para decidir se retornam ou não para Brasília. A intenção do grupo é finalizar o relatório ainda esta semana, para colocá-lo em votação na outra semana.
A única certeza da comissão, formada apenas por senadores de Roraima, é que não haverá recuo na decisão de alterar o decreto de homologação. "Todo mundo quer a demarcação. O que não aceitamos é o modo como foi feita", frisou.
Mozarildo não teme a recusa do Senado Federal em envolver-se nessa questão. Ele diz que os senadores estão mobilizados e que apenas PT e o PSB são contra. "Nos outros partidos, a maioria é a favor"

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