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08 de Fev de 2018
A Comissão de Políticas Técnicas de Ordenação Indígena Direitos e Deveres, de Gramado, prepara sua primeira reunião, ainda sem data definida, para tratar das questões indígenas migratórias. Nomeado por portaria municipal, em janeiro, o grupo é composto por representantes da sociedade civil, secretarias da prefeitura e entidades ligadas ao tema. Apesar de não existir levantamento social, o número de índios comercializando produtos em pontos turísticos cresce durante eventos como Natal e Páscoa.
Para a prefeitura, a venda de itens industrializados é irregular. A quantidade de crianças pelas ruas também preocupa as autoridades. Conforme a secretária da Cidadania e Assistência Social, Ana Maria Lovatto Sartori, os índios são de comunidades de Farroupilha, Iraí e Porto Alegre. Segundo ela, o assunto tem sido tema de várias reuniões e envolverá ações efetivas. Segundo a secretária, as crianças vistas caminhando pelas ruas não estão sem estudar. "As instituições de ensino indígenas têm calendário escolar diferenciado, de forma a propiciar que os alunos possam acompanhar os pais nos períodos de comercialização de artesanato, numa sintonia com a cultura própria das comunidades", diz. Algumas famílias alugam casas de forma compartilhada e outras ficam alojadas em barracas plásticas.
Ana Maria relata que existe um termo de acordo para cedência de espaço no Lago Negro destinado à comercialização, porém estaria ocorrendo também a venda de produtos industrializados no local. Com os índios que vendem artesanato nas ruas, não há acordo estabelecido. A secretária informa que a administração dará início ao mapeamento para dialogar com os Centros de Referência de Assistência Social dos municípios de origem dos grupos a fim de buscar políticas públicas sociais mais efetivas e diminuir o êxodo na busca de sobrevivência. Além disso, a prefeitura toma medidas para evitar a comercialização em áreas públicas do centro de Gramado. O objetivo é organizar um rodízio dos grupos para o comércio de artigos indígenas.
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