VOLTAR

Comerciantes e prefeitos criticam o fechamento de parques no Vale do Ribeira/SP

Ambiente Brasil
29 de fev de 2008

Autoridades municipais e comerciantes da área do Petar, no Vale do Ribeira, criticaram a decisão do Ibama de proibir a visitação em cavernas da região. O prefeito de Iporanga, Ariovaldo Pereira (DEM), classificou a medida de "autoritária" e apontou possíveis prejuízos ao setor de turismo.

"O fechamento autoritário do Petar atingiria em cheio esses profissionais (do turismo) e significaria o encerramento das atividades turísticas, resultando em um lamentável desemprego generalizado", disse em ofício encaminhado à Fundação Florestal de São Paulo.

O turismo é a principal atividade econômica de Iporanga. Há, segundo a prefeitura, 32 pousadas na cidade, com cerca de 2.500 leitos. Marizete Rocha, dona de pousada no município, disse esperar que as cavernas sejam reabertas à visitação, caso contrário, muitas pessoas terão prejuízo. Ela afirmou ainda que, por ora, não pensa em fechar o empreendimento, de nove apartamentos e capacidade para 20 pessoas.

O diretor do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de Eldorado, Rodrigo Aguiar, disse que o fechamento das cavernas poderá trazer problemas ambientais ao município, com a volta de pessoas para a extração ilegal de palmito.

"O turismo é a segunda atividade econômica mais importante de Eldorado, só perde para a agropecuária. Muitos monitores que trabalham com turismo atualmente deixaram a extração ilegal de palmito. Fechando as cavernas, acabam as alternativas de trabalho. O impacto social é grande", disse.

Segundo Aguiar, cerca de 250 moradores de Eldorado trabalham diretamente com atividades de turismo pelas cavernas. Há duas pousadas e dois hotéis na cidade. Para o diretor, os empreendimentos podem fechar caso as cavernas não sejam reabertas. "Todo mundo que vem visitar o Vale do Ribeira por turismo vem por causa das cavernas", afirmou.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.