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12 de Jan de 2015
Funcionando desde a última quarta-feira (07), a Casa de Passagem do Indígena Artesão conseguiu retirar de situação de rua cerca de 30 famílias indígenas que ocupavam uma área debaixo do Viaduto do Capanema, no Jardim Botânico. Agora as famílias estão alojadas em um espaço cedido pelo município na Praça Plínio Tourinho, onde recebem o apoio de técnicos da Fundação Nacional do Índio (Funai) e de uma equipe multidisciplinar da Prefeitura de Curitiba.
A ação foi bem recebida por moradores e comerciantes da região, que estavam preocupados, especialmente com a segurança das crianças e adolescentes indígenas. "Dava muita dó, principalmente de madrugada quando estávamos chegando e os víamos deitados no chão, muitas crianças pequenas", contou o feirante do Mercado Municipal Daniel Santos.
O taxista Jeferson Andrade, que há 23 anos atua próximo à Rodoferroviária, contou que muitos passageiros conversavam com ele sobre a situação. "Muitos turistas tinham até medo, por não entender o que estava acontecendo, muita bagunça, muita gente embaixo da ponte. Agora com um lugar com mais estrutura e segurança com certeza muita coisa vai melhorar", acredita.
De acordo com a presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Marcia Oleskovicz Fruet, o novo espaço, mesmo que montado em caráter emergencial traz mais dignidade à população indígena. "Ninguém merece estar nas ruas, principalmente tantas crianças e adolescentes, que são mais vulneráveis às violações de direitos. Temos um compromisso histórico com a população indígena e a Casa de Passagem promove uma recepção mais calorosa e humana", afirmou. Segundo ela, os indígenas chegam a Curitiba com o intuito de comercializar os artesanatos produzidos em suas aldeias e ficam em média duas semanas na cidade.
A ideia é que após os dois meses, uma casa permanente passe a funcionar em um móvel cedido pela União. "Um espaço mais estruturado vai garantir em primeiro lugar a segurança e uma menor exposição das crianças e adolescentes e depois uma possibilidade maior de que os moradores de Curitiba e seus visitantes possam conhecer, de fato, a cultura indígena", disse Marcia Fruet.
Segundo Daniela Thiesen, comerciante local, a situação era complexa, pois as famílias estavam sem acesso a serviços básicos, como banheiros. "A partir do momento que Curitiba tem um espaço especial para receber esses povos, será possível que eles também se desenvolvam e os moradores e turistas aqui da cidade vão conhecer mais a cultura indígena e as crianças e adolescentes estarão longe de perigos", opinou.
"Havia uma preocupação muito grande de nossa parte com as crianças pequenas que atravessavam as ruas e as adolescentes que ficavam muito expostas. Estamos aliviados que foi encontrada uma solução e esperamos que agora, com espaço para brincar e se divertir, apenas os adultos indígenas comercializem os artesanatos", disse Eduardo Lelis, proprietário de uma loja instalada ao lado do viaduto.
Doações
A população que quiser ajudar os indígenas pode fazer doações por meio do Disque Solidariedade, ligando para a Central 156; diretamente na Coordenadoria Regional da Funai em Curitiba (Rua Desembargador Clotário Portugal, 222, São Francisco) ou adquirindo peças de artesanato, desde que das mãos de adultos.
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