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Começa regularização de terras da Amazônia na região da BR-163

MDA - www.mda.gov.br
11 de Jul de 2008

Mais de três mil posseiros que ocupam áreas da União na região da BR-163, no sudoeste do Pará, poderão obter títulos da terra até o final do ano. Uma grande operação do MDA/Incra, em parceria com o exército, foi lançada nesta sexta-feira (11), em Novo Progresso. O evento reuniu cerca de 2.500 pessoas, que foram ver e ouvir o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o presidente do Incra, Rolf Hackbart, e a governadora do estado, Ana Julia Carepa.

Cerca de 80 ônibus levaram moradores da região para a cidade, cenário da maior operação de regularização fundiária do Incra em toda a Amazônia. Até dezembro, pelo menos 60 servidores da autarquia e outros 60 do exército vão percorrer cada uma das posses rurais de Novo Progresso e de outros três municípios: Altamira, Itaituba e Trairão. O presidente do Incra explicou que serão mapeados 7,7 milhões de hectares nas margens da estrada Cuiabá-Santarém. O Estado brasileiro chegou para regularizar o uso e a posse da terra, tudo dentro da lei, respeitando o direito daqueles que vivem da terra, disse Rolf Hackbart.

Ao observar as dezenas de faixas e cartazes no local do evento, um templo religioso de Novo Progresso, Hackbart destacou o apoio dos sindicatos de trabalhadores rurais e de empresários rurais da região, os maiores interessados na regularização. Na primeira fase da operação, os técnicos do Incra vão fazer o levantamento ocupacional de cada posse. Depois, o pessoal do exército vai medir o perímetro da terra com equipamento GPS. O Incra já sabe onde estão as terras da União, as do estado, e o que é privado: o que falta é entrar nas glebas, medir e regularizar, informou Hackbart.

A partir da experiência no sudoeste do Pará, toda a Amazônia Legal será regularizada, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, lembrando que existe preocupação com a Amazônia no mundo todo, por conta do desmatamento e da necessidade cada vez maior de preservação ambiental. Por isso, segundo ele, é preciso acabar com a confusão existente na malha fundiária da Amazônia. Não podemos mais olhar para esta terra como se só existisse grileiro ou desmatamento: aqui tem trabalho, aqui tem gente que trabalha, afirmou Cassel.

O ministro ainda esclareceu os efeitos da Medida Provisória 422, que permite a venda direta de áreas até 15 módulos fiscais na Amazônia Legal. A grande importância da MP é que ela dialoga com a realidade da região. Aqui as posses são maiores, disse Guilherme Cassel, que também se referiu ao programa estadual Pará, terra de direito, lançado durante o evento pela governadora Ana Julia. O que a gente quer é justamente isso: uma terra de direitos e de legalidade, concluiu o ministro.

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