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Começa hoje o 5º Seminário sobre Educação Escolar Indígena

Brasil Norte-Boa Vista-RR
01 de Mar de 2005

O Núcleo Insikiran de Formação Superior Indígena da Universidade Federal de Roraima (UFRR) realiza a partir de hoje até quinta-feira, o 5o Seminário de Educação Superior Indígena, no auditório da Universidade, em Boa Vista.
Participam do evento, a Coordenação de Educação Escolar Indígena do Ministério da Educação, a Fundação Nacional do Índio (Funai), as quatro organizações indígenas de Roraima e a Secretaria Estadual de Educação.
De acordo com Kleber Gesteira, coordenador da Educação Escolar Indígena do MEC, os participantes do 5o Seminário vão debater três temas e construir dois mapas sobre a realidade da educação superior indígena no estado.
Hoje, a discussão será sobre os Desafios para a Gestão do Ensino Superior e as Experiências em Formação Superior.
Nos dias 2 e 3 de março serão construídos os mapas da situação socioescolar no contexto da gestão escolar e no campo lingüístico. Sobre os dois últimos temas, os 120 alunos do curso de licenciatura intercultural da UFRR vão apresentar suas experiências no magistério nas aldeias.

Licenciatura
A UFRR oferece cursos de licenciatura intercultural para a formação de professores em exercício desde julho de 2003. Naquele ano ingressaram na universidade 60 professores; a segunda turma com 60 alunos começou a formação em janeiro de 2004; e a terceira, que foi selecionada no final de 2004, inicia a formação em julho deste ano. Os professores que participam dos cursos pertencem aos povos Macuxi, Uapichana, Ingaricó, Uai-uai e Taurepangue.

Escolas
Roraima tem 282 escolas indígenas, a maioria da rede estadual. Elas atendem 1.579 crianças na educação infantil; 5.905 de 1ª a 4ª série e 2.658 de 5ª a 8ª série do ensino fundamental; 1.053 no ensino médio; e 1.904 na educação de jovens e adultos. Nas reservas do estado vivem 30 mil indígenas e outros 10 mil, aproximadamente, nos perímetros urbanos, a maioria em Boa Vista. Segundo Kleber Gesteira, os estudantes indígenas que moram na periferia não têm acesso à educação escolar intercultural e bilíngüe

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