A Crítica (AM) - http://acritica.uol.com.br/
13 de Jan de 2011
Providências para a melhoria das condições físicas e sanitárias da Casa de Saúde do Índio (Casai) de Manaus, que hoje estaria super lotada, e para a situação dos indígenas da região do Vale do Javari, no Amazonas, são algumas das solicitações apresentadas na carta que a Coordenação Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) enviou ao ministro da saúde, Alexandre Padilha.
Segundo a assessoria de imprensa da Coiab, a carta seria entregue pessoalmente ao ministro, durante sua visita a Manaus. Em virtude do cancelamento da visita, o documento foi enviado por fax, hoje (dia 13) de manhã. O gabinete do ministro confirmou o recebimento da carta, segundo a assessoria da Coiab.
No documento, o coordenador-geral da Coiab, Marcos Apurinã, esclarece que ao longo de 2010 e início de 2011, a entidade recebeu de várias organizações indígenas da Amazônia Brasileira cartas de denúncias e de solicitação de apoio para os problemas relacionados ao atendimento a saúde. Essas denúncias estão citadas na carta.
A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja-AM denuncia o momento dramático relacionado a saúde dos indígenas daquela região, onde é comum a morte de indígenas.
A Univaja solicita ainda a presença do titular da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e do Ministro da Saúde, o respeito à participação e consentimento das lideranças indígenas na participação das decisões referente ao processo nas indicações dos coordenadores dos Distritos Especiais de Saúde Indígena (Dseis`s).
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), localziada no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), esclarece que não aceita indicações políticas partidárias para chefias distritais, sem antes discutir com o movimento indígena, nas suas respectivas abrangências distritais.
Na região da calha do baixo rio Amazonas, município de Parintins (AM), a Coiab lembra que em 2010 houve uma tomada da sede do Dsei por indígenas. A ocupação ocorreu em protesto contra a qualidade na atenção a saúde e a exoneração do atual coordenador do Dsei/Parintins.
No caso de Manaus, uma das situações mais críticas, segundo a carta, foi identificada nas condições físicas e sanitárias da Casai.
As lideranças indígenas pedem providências na melhoria da prestação de serviço de limpeza e na alimentação e que as agendas de consulta sejam agilizadas.
"Informamos ainda que o Dsei/Manaus está somente com coordenador interino. Queremos que seja discutido com o Movimento indígena o Titular do Dsei/Manaus e que este processo seja coordenado pelo Movimento Indígena", diz trecho da Carta.
A carta denuncia ainda que, entre o povo Xavante, no Mato Grosso, vem aumentando os casos de óbitos, principalmente a mortalidade infantil que é relativamente alta em comparação com média brasileira.
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