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23 de Set de 2008
lém de ser considerado um dos maiores problemas atuais da Amazônia sul-americana, a cocaína está destruindo a floresta da região. Nos últimos 25 anos, só no Peru e na Colômbia, estima-se que uma área de 2,2 milhões de hectares de floresta, equivalente a 14% do Acre, já foi destruída para dar lugar ao cultivo de cocaína. Desta forma, está provado que a droga, que entra pela Amazônia através das florestas peruanas e colombianas, destrói não só a vida dos consumidores e de suas famílias, mas põe em risco o equilíbrio ecológico do planeta.
Foi para demonstrar isso aos europeus, considerados grandes consumidores da cocaína produzida na América do Sul, que os governos do Peru e da Colômbia, responsáveis por 80% da produção da droga no mundo, inauguraram nesta terça-feira em Lisboa, no Largo Camões, uma exposição sobre os malefícios ambientais do cultivo de coca e os efeitos de erosão social e exclusão social que esta cultura provoca na vida dos agricultores.
Com a exposição, os dois países querem sensibilizar os portugueses e outros povos europeus para a devastação que a cultura da coca provoca na floresta amazônica, considerada a última grande floresta tropical do mundo e estratégica para o equilíbrio climático do planeta.
Falando ao jornal Expresso, o vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos, disse que nunca conheceu nenhum camponês que tivesse enriquecido com o plantio de coca. Santos destacou que considera o combate ao tráfico de droga uma prioridade para a democracia no seu país. Para ele, a luta contra a cocaína "é uma responsabilidade de todos os que estão envolvidos nesta cadeia".
Intitulada "Responsabilidade Partilhada na Luta Contra as Drogas - A Catástrofe Silenciosa", a exposição inclui um vasto conjunto de fotografias sobre os danos que têm sido, e continuam a ser, infligidos à floresta amazónica.
"Para semear um hectare de coca, queimam três hectares de floresta", explicou Rómulo Pizarro, presidente da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas do Peru, Rômulo Pizarro. Ele reforçou a idéia de destruição florestal acrescentando que a produção de cada grama de coca produzida resulta em quatro metros de selva destruídos.
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