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CIR e Funasa assinam convênio de R$ 6,9 milhões para saúde dos índios

Brasil Norte-Boa Vista-RR
14 de Fev de 2003

Na reunião ordinária do Conselho Distrital de Saúde do Distrito Sanitário Leste (DSEI-Leste), realizada ontem na Casa Paulo VI, foi discutida a renovação do convênio entre o Conselho Indígena de Roraima (CIR) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Conforme o presidente do Conselho DSEI-Leste, Clóvis Ambrósio essa reunião foi principalmente para manifestar o apoio das lideranças indígenas a este convênio.

Quanto ao valor, o Conselho e os demais representantes das regiões colocaram a proposta de renovação do convênio com o mesmo valor do ano passado, ou seja, R$ 6,9 milhões.
Através do convênio, a Funasa repassa a verba para o CIR, que executa as ações de atendimento básico para a população indígena do Distrito Sanitário Leste.
Segundo Ambrósio, entre esse atendimento básico estão a cobertura vacinal e a formação de agentes de saúde.

Conselhos
Para fiscalizar as ações do CIR, o presidente do DSEI-Leste disse que os próprios indígenas se encarregam disso, através dos seus conselhos locais.
Após a reunião de ontem, o Conselho Distrital Leste vai levar a proposta para a Funasa, em Brasília e caso haja aprovação do órgão federal, esse dinheiro começará a ser repassado em até dois meses, mas parceladamente.
Segundo Ambrósio, o convênio de 2002 , entre o CIR e a Funasa encerra no próximo mês.

"Os benefícios do convênio abrangem as comunidades indígenas desde Wai-Wai até a Raposa Serra do Sol, exceto os Ianomami", disse.
Conforme Ambrósio, desde 1996, todos os anos o DSEI-Leste se reúne com as lideranças para discutirem a questão de convênios e verbas que ajudem as comunidades indígenas em todas as áreas.
O presidente do Distrito falou também a utilização da verba de 2002 foi proveitosa, pois além da compra de medicamentos, o CIR atuou na formação de agentes de saúde e outros projetos que incluem as comunidades.

Carta Aberta
O presidente da DSEI-Leste, Clóvis Ambrósio contou que recentemente foi elaborada uma Carta Aberta para população, durante a 32a Assembléia dos Tuxauas, onde havia diversas reivindicações.
Entre elas está o atendimento feito pelos militares das Forças Armadas, que conforme Ambrósio foram chamados a participarem de reunião e se recusaram a discutir o assunto.

Também na Carta Aberta, conforme o presidente do Distrito, há uma reivindicação para que na Casa de Saúde Indígena haja um espaço reservado para o atendimento feito pelos pajés.
Sobre o assunto, o coordenador da Funasa/Roraima, Ipojucan Carneiro disse que esse pedido deve ser respeitado, mas isso só vai acontecer se houver orçamento para isso. "Temos também outras prioridades, como por exemplo, a instalação de mais leitos, pois os atuais estão insuficientes", disse.

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