Site do Terra-São Paulo-SP
06 de Mar de 2003
A bacia amazônica, a maior floresta tropical do mundo com 5,8 milhões de quilômetros quadrados, sofre há várias décadas um intenso desmatamento, que os cientistas analisam agora recorrendo à teledetecção. O anúncio foi feito hoje em um comunicado do Instituto francês de Investigação e Desenvolvimento (IRD).
"O cruzamento de dados obtidos em escalas e datas diferentes permite perceber o tamanho das superfícies devastadas, sua diversidade e as dinâmicas de ocupação dos solos na Amazônia", assinala o comunicado.
No Brasil, o total de superfícies desmatadas subiu de 152 mil quilômetros quadrados em 1976 para 517 mil quilômetros quadrados vinte anos depois. Fenômeno complexo, o desmatamento compreende uma realidade mutável e diversa: resulta tanto da demanda crescente de terras agrícolas e das necessidades do comércio internacional de madeira como das opções de planejamento do território.
Entre janeiro de 2000 e dezembro de 2002, os cientistas do IRD realizaram um estudo baseado nos dados de teledetecção obtidos a partir de satélites e de aviões. Esta forma de análise, chamada de hierarquia descendente e utilizada geralmente pelos geógrafos, foi aplicada pela primeira vez na Guiana francesa.
Trata-se de analisar a cobertura florestal amazônica com a ajuda de uma gama completa de instrumentos que levam em conta as diferentes escalas espaciais, desde a escala regional (mais de 2 mil quilômetros) até a escala local (algumas dezenas de quilômetros quadrados).
Os cientistas puderam evidenciar assim a diversidade dos tamanhos das parcelas desmontadas, desde as grandes zonas de desmatamento até as pequenas parcelas de aproximadamente um hectare. Paralelamente, trataram grande número de dados físicos e sócio-econômicos registrados na zona, a fim de calibrar as observações aéreas e por satélites e interpretá-las.
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