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Chineses compram um terço de São Manoel

Valor Econômico, Empresas, p. B2
10 de Fev de 2014

Chineses compram um terço de São Manoel

De São Paulo

No mesmo dia em que a chinesa State Grid, maior empresa de transmissão de energia elétrica do mundo, vencia o leilão para a construção da linha que ligará Belo Monte à região Sudeste, outra estatal de Pequim avançava no mercado brasileiro de geração de energia. A China Three Gorges (CTG), a maior empresa de geração de energia hídrica do mundo, anunciou na sexta-feira a aquisição de um terço da hidrelétrica de São Manoel, leiloada em dezembro do ano passado pelo governo federal.
Os dois negócios mostram o forte interesse de Pequim em se expandir no Brasil e em toda a América Latina. Os chineses têm acesso a um capital de baixo custo, o que permite às estatais do país oferecer taxas de retorno mais baixas para os projetos de infraestrutura, que demandam pesados investimentos.
A CWE, companhia controladas pela CTG, informou que, na quinta-feira, assinou um contrato para aquisição de 33,3% de São Manoel, uma hidrelétrica com capacidade instalada de 700 MW e que será construída na fronteira entre os Estados do Mato Grosso e Pará, no rio Teles Pires.
"A CWEI Brasil reembolsará os custos incorridos pela EDP Brasil e assumirá futuros compromissos de capital até o final da construção [da hidrelétrica], bem como riscos e benefícios do projeto na proporção da participação adquirida", informou a EDP Brasil em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários. A empresa é subsidiária do grupo português EDP, do qual a China Three Gorges também é acionista, com uma participação de 21,3%.
A EDP vendeu aos chineses metade de sua participação de 66,6% no consórcio Terra Nova, que venceu a licitação de São Manoel. Furnas, subsidiária da Eletrobras, já possuía um terço e manterá sua parte no empreendimento, leiloado há dois meses.
De acordo com a EDP, o financiamento do projeto considera dívidas de longo prazo com alavancagem estimada de até 66,6% do investimento, estimado em R$ 2,7 bilhões, sem considerar inflação e juros.

Valor Econômico, 10/02/2014, Empresas, p. B2

http://www.valor.com.br/empresas/3424272/chineses-compram-um-terco-de-s…

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