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Chacina de índios comove cidadãos do mundo e a Anistia

A Crítica (Manaus-AM)
Autor: Izenilda Farias
24 de nov de 1991

A Anistia Internacional solicita ao Ministério de Justiça, através de carta enviada ao ministro Jarbas Passarinho, mais agilidade no julgamento dos responsáveis pela chacina dos índios Ticuna, que após três anos ainda não foram julgados. O conflito se deu por uma disputa de terra e ocorreu em março de 1988 em região conhecida como "Igarapé Capacete", município de Benjamin Constant, no Alto Solimões. Os acusados como mandantes do massacre, que matou 14 índios e feriu outros 23, são membros da família Castelo Branco, fazendeiros e madeireiros com forte influência política e econômica na região e apontados como invasores das terras indígenas.
A notícia também informa que entidades de defesa dos direitos indígenas, como o Conselho Missionário Indigenista e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, pressionam as autoridades locais a fim de transferir o processo de Benjamin Constant, onde a influência da família Castelo Branco pode intervir no julgamento, para o Tribunal de Justiça do Estado, com sede em Manaus. O medo dos defensores dos direitos e interesses indígenas é que a impunidade aos assassinos possibilite que mais mortes aconteçam.

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