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Certificação garante respeito às regras

OESP, Agrícola, p. 11
16 de Abr de 2008

Certificação garante respeito às regras
Lei deve ser apenas o ponto de partida para uma produção
responsável, segundo Instituto

Fernanda Yoneya

O Selo de Conformidade Social foi uma iniciativa do IAS, lançado em setembro de 2005, pela Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), com o objetivo de garantir o cumprimento das leis trabalhistas nas lavouras de algodão. Orcival Guimarães conta que, para obter o selo, recebeu a visita de técnicos nas fazendas e seguiu todas as orientações. 'Corrigi o que estava errado', conta ele, que possui cerca de 600 funcionários.

CONDIÇÕES ADEQUADAS

Além da carteira assinada, direito garantido por lei, o empregador deve fornecer alojamento, banheiros químicos na lavoura e condições adequadas de trabalho, com supervisão de técnicos de segurança e nutricionistas. 'Além disso,dou treinamento e curso de capacitação aos trabalhadores.'

A obtenção do selo passa, conforme Balaniuc, pelo cumprimento de 85 quesitos, cujos critérios avaliam desde itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) até determinações da Norma Regulamentadora 31 (NR 31), de segurança e saúde no campo. 'Em breve, todo o produto terá que ser certificado do ponto de vista social, tanto que o próximo passo é criar um selo socioambiental', diz Balaniuc. 'Quem estiver em conformidade com isso estará um passo à frente.'

Para a superintendente do Instituto Ares, Meire Ferreira, produzir de maneira sustentável não significa apenas seguir as determinações legais. 'A lei é apenas o ponto de partida para uma produção responsável.'

TAMBÉM NA CANA

A Usina São Francisco, de Sertãozinho (SP), ilustra essa busca por um sistema de produção sustentável. 'Produzir de maneira sustentável é mais que uma opção. É uma convicção', diz o diretor-agrícola da São Francisco, Leontino Balbo Júnior.

Hoje, a usina processa 1,2 milhão de toneladas de cana/ano - 80% da produção é orgânica - e possui 14 mil hectares de cana orgânica certificada. Balbo Jr. avalia que a preocupação do consumidor, antes voltada à qualidade do alimento, agora está focada no impacto que o sistema de produção causa no ambiente.

OESP, 16/04/2008, Agrícola, p. 11

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