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Centro de Monitoramento da Funai é uma ferramenta para toda a população

Ministério da justiça http://www.justica.gov.br/
09 de Mar de 2018

Criado para monitorar as ocorrências de desmatamento e degradação em terras indígenas, além de acompanhar as mudanças de uso e ocupação do solo, o Portal do Centro de Monitoramento Remoto (Portal CMR) da Fundação Nacional do Índio (Funai) é ferramenta de pesquisa e utilidade pública para toda a população. Fornece dados públicos e de fontes oficiais que servem para pesquisadores acadêmicos, gestores públicos, aventureiros em expedição pelos biomas brasileiros, para a comunidade indígena e até para os curiosos. Por meio de um mapa interativo hospedado em uma página da internet, qualquer um pode navegar em busca de informações fornecidas por dois satélites localizados na órbita da terra.

Dezesseis filtros exibem diferentes tipos informações que podem ser sobrepostas no mapa do Brasil. A quantidade de detalhes e dados impressiona. A barra de rolagem no canto direito da tela do computador exibe as modalidades disponíveis para consulta, como dados das 607 terras indígenas brasileiras, Amazônia Legal, biomas, unidades de conservação, assentamentos rurais, áreas quilombolas, faixa de fronteira, escritórios da Funai, entre outros.

Sobre terra indígenas, é possível saber qual é a jurisdição da área, nomenclatura oficial, município e unidade da Federação.

O presidente da fundação, Franklimberg de Freitas, diz que o Portal CMR ultrapassou o objetivo inicial e hoje serve como ferramenta de disseminação de informações, geração de conhecimento e integração entre práticas tradicionais e a modernidade.

"O Portal desenvolve suas funcionalidades com as mesmas premissas de desenvolvedores de aplicativos de smartphones e tablets, ou seja, instrumentos que já estão na rotina de grande parte dos brasileiros", complementa o presidente da Funai.

A coordenadora de Informação Territorial da Funai, Thais Gonçalves, explica que o CRM também pode ser usada pelos próprios indígenas para realizarem suas expedições. Em geral, eles elaboram os projetos e o governo financia para que tenham mais condições de fazer uso tradicional das terras deles.

Tracking

Aventureiros que fazem trilhas em áreas rurais ou em matas fechadas podem utilizar o Portal CMR de forma funcional. Nesse caso, o equipamento de geoprocessamente, o GPS, precisa ser utilizado ao longo da expedição. Geralmente, isso ocorre na forma off-line, já que não há sinal de internet no meio do mato. No momento em que se tem acesso à internet é possível conectar o dispositivo ao computador e fazer um upload das informações contidas no equipamento. Em seguida é possível visualizar na tela o trajeto feito em qualquer lugar do país.

Quem faz expedições pode utilizar a ferramenta para estimar áreas de polígonos e calcular a distância exata percorrida de um ponto para outro. Adicionalmente o programa pode ser utilizado para construção de croquis de campo, utilização de marcadores de coordenadas; a espacialização de polígonos, rotas e coordenadas; a plotagem de coordenadas; e a utilização de arquivos espaciais (shapefile) no próprio portal.

Funcionalidade para o governo

O Portal foi desenvolvido com objetivo de orientar as ações da Funai e de órgãos que lidam a questão ambiental no controle e prevenção de ilícitos, como desmatamento, invasão de terras públicas e instalação de garimpos. O satélite consegue mostrar se uma estrada nova foi aberta no meio da mata de forma repentina. Isso é feito por meio de um satélite americano, desenvolvido em parceria com o Japão e com o Brasil, cujos dados são disponibilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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