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Ceará obtém R$ 500 mi para investir em água

OESP, Nacional, p. A17
16 de Fev de 2008

Ceará obtém R$ 500 mi para investir em água

Carmen Pompeu

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira, e o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), assinaram ontem convênios da ordem de quase R$ 500 milhões, destinados ao aumento da oferta de água e ampliação de projetos de irrigação para o desenvolvimento da agricultura no Ceará. Em seu discurso, Geddel comentou que sua ida para o ministério enfrentou muita desconfiança.

"Muitos políticos, inclusive aqui do Ceará, acharam que por ser da Bahia, eu seria contra uma obra que é muito cara para esta região", disse, olhando para o governador. "Eu fui um dos que desconfiaram. Mas quero lhe dizer que me surpreendi", devolveu Cid, em seguida.

Os convênios prevêem a construção das barragens Figueiredo, Taquara e Fronteiras pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, a realização da segunda etapa dos projetos de irrigação Tabuleiros de Russas e Baixo Acaraú e a aquisição de quatro perfuratrizes capazes de operar numa profundidade de 200 metros. Geddel também assinou convênios para 46 obras de infra-estrutura hídrica, atendendo a emendas parlamentares.

SÃO FRANCISCO

Depois da cerimônia, o ministro falou da transposição do Rio São Francisco e elogiou o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), irmão do governador, qualificando de "brilhante" sua defesa do projeto na quinta-feira, em debate no Senado. Geddel disse que a transposição é "irreversível" e, apesar do bate-boca entre Ciro, a atriz Letícia Sabatella e o bispo de Barra, d. Luiz Flávio Cappio, ele considerou o debate produtivo. "Mostrou que o projeto é absolutamente viável, correto, e bom. Não temos , ao contrário do que dizem, nenhum receio de debater. Até porque temos a convicção plena de que estamos ao lado da boa causa."

Na quinta-feira, d. Luiz Flávio chamou o projeto de "propaganda enganosa". Ciro, ex-ministro da Integração Nacional, reagiu, acusando-o de integrar uma rede de "falsa anunciação", que distorce os objetivos da transposição e acusa o governo de se mover pelo interesse "subalterno" de atender ao grande negócio e às empreiteiras". Ele também rebateu críticas de Letícia Sabatella.

Geddel ironizou a participação de Letícia e dos atores Osmar Prado e Carlos Vereza. "Que movimento de artistas? Três artistas que foram no Congresso?", disse. "Sinceramente, essas pessoas não estão discutindo com boa-fé." Para ele, "há pouca vontade dessas pessoas em se renderem à argumentação absolutamente lógica, como a que Ciro apresentou com brilhantismo na reunião."

OESP, 16/02/2008, Nacional, p. A17

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