OESP, Economia, p. B5
18 de Dez de 2013
CCR vence leilão da BR-163, em MS
Renêe Pereira
A fórmula de oferecer deságio de 52% nas concessões rodoviárias se mostrou vencedora em mais um leilão promovido pelo governo federai Pela terceira vez, quem arrematou o trecho de rodovia li-: citado aceitou um desconto nas tarifas de pedágio semelhante ao das duas últimas disputas. Desta vez, a vencedora foi a Companhia de Participações em Concessão, do grupo CGR, que ofereceu o menor pedágio para a BR-163, em Mato Grosso do Sul: R$ 4,381 para cada 100 km (deságio de 52,74%).
"Estou muito satisfeito com o resultado do leilão. Aliás, acho que vou jogar no bicho com o número 52, que é o número da sorte", brincou ontem o ministro dos Transportes, César Borges, após a licitação da rodovia, na BM&FBovespa, em São Paulo.
A concessão envolve 847,2 km de estradas em MS, sendo que 806 km terão de ser duplicados nos primeiros cinco anos de contrato. "Serão praticamente 200 km por ano. Acho que é algo inédito", afirmou o diretor de Desenvolvimento de Negócios da CCR, Leonardo Vianna.
Durante os 30 anos de concessão, a empresa terá de investir quase R$ 6 bilhões. Cerca de 70% dos recursos devem vir do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante, de capital próprio. Vianna explicou que a proposta dada pela CCR foi baseada em um histórico de mais de três anos de estudos de tráfego na região.
"A região tem crescido a uma taxa diferente da verificada no resto do País. O PIB nessa área é mais que o dobro do Brasil. Isso nos permitiu fazer uma proposta com deságio de 52%." Um ponto positivo, na avaliação do executivo, é que a dificuldade de engenharia é praticamente zero nesse trecho da BR-163. "Além disso, as desapropriações são poucas, praticamente apenas em trechos e contornos." A licença ambiental é de responsabilidade do governo federal.
Custo* A instalação de praças de pedágios nos dois trechos da BR-163 significará um custo de R$ 401 para um caminhão de seis eixos, segundo dados do Ministério dos Transportes. Desse total, R$ 146 serão no Estado de Mato Grosso e R$ 255, em Mato Grosso do Sul (60% do tráfego na região é de caminhões). Para chegar até o Porto de Paranaguá, por exemplo, serão outros R$ 384, totalizando R$ 785 por caminhão. "Apesar disso, o caminhoneiro terá uma estrada com melhor qualidade e toda duplicada, o que reduz custos", diz o secretário do Ministério dos Transportes, Daniel Sigelmann. O início da cobrança dos pedágios na BR-163 (MS) deverá ocorrer 18 meses após a assinatura do contrato de concessão.
Na semana que vem, no dia 27, o governo federal realiza o último leilão de rodovias do ano: o da BR-040 (DF/GO/ MG). Para 2014, César Borges espera promover, pelo menos, mais uma licitação o da BR-153. Os demais trechos previstos no pacote de concessão, lançado no ano passado, devem ser concedidos por meio de Parceria Público-Privada (PPP).
Satisfação .
"Estou muito satisfeito com o resultado do leilão. Aliás, acho que vou jogar no bicho com o número 52, que é o número da sorte."
César Borges, MINISTRO DOS TRANSPORTES
"Serão praticamente 200 km por ano. Acho que é algo inédito."
"Além disso, as desapropriações são poucas, praticamente só em trevos e contornos." Leonardo Vianna
DIRETOR DA CCR
OESP, 18/12/2013, Economia, p. B5
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