Brasil Norte-Boa Vista-RR
13 de Fev de 2003
A indígena Angélica Samuel, esposa de Elizeu Samuel Martins, um dos acusados da morte de Aldo Mota, está na fazenda Retiro com três filhos, um de cinco anos, uma de três e a mais nova de apenas 11 meses. Os quatro estão isolados juntamente com outro trabalhador da fazenda, Fabiano Xavier.
"Está faltando comida porque não puderam entrar com mantimentos. Não estamos sabendo de nada e aguardamos o vereador Chico Rodrigues", explicou Angélica Samuel, sem saber da impossibilidade da presença do proprietário da fazenda devido à proibição dos índios do Morro e do Maturuca.
Fabiano Xavier informou ter conseguido sair escondido uma única vez desde quinta-feira passada para conseguir alimentou. Ivaldo André limitou-se a dizer que os índios acampados não estão indo até a sede da fazenda. "Não temos nada com eles. Aguardamos posição da Justiça", resumiu.
Crime
Aldo Mota desapareceu no dia 4 de janeiro e seu corpo foi encontrado no dia 9 do mesmo mês cerca de 20 metros da divisa da Retiro, próximo a um igarapé. As duas pessoas detidas por policiais federais que investigavam a morte foram liberadas por falta de provas no inquérito.
Apesar do corpo ter sido localizado na fazenda, Chico Rodrigues assegurou não ter envolvimento no crime. Argumentou que muitas pessoas passavam pela propriedade, 'desde índios a garimpeiros a caminho da Guiana'. Angélica Samuel complementa que o marido não matou ninguém.
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