O Globo, Rio, p. 29
11 de Ago de 2006
Casa do índio na Ilha atravessa dificuldades
Eduardo Maia
Na despensa da Casa do índio, na Ilha do Governador, a comida da semana é separada em cestas, que formam uma fila tímida no chão. Há ainda alguns itens em prateleiras, nada em grande quantidade, a maior parte doações, assim como todo o material de limpeza e as roupas. Desde 2000 sem receber verbas regularmente da Funai (Fundação Nacional do índio), a casa, fundada em 1968, no bairro da Ribeira, convive com sérios problemas financeiros e luta para cuidar de 32 índios com deficiência, vindos de aldeias de todo o país.
A penúria é conseqüência de uma indefinição política que se arrasta desde 1999, quando as atividades de saúde da Funai foram passadas para a Funasa, por meio de uma medida provisória do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Para a Comissão de Amigos da Casa do índio, ONG de voluntários que apóia os trabalhos do abrigo, a solução para o problema é a transformação do lugar em Centro de Especial Atendimento ao índio, uma unidade gestora da Funai, com capacidade para administrar verbas públicas. A sugestão é apoiada pela direção da casa.
- A Casa do índio do Rio de Janeiro nunca foi casa de saúde. O trabalho é de assistência ao indígena deficiente, que encontra muita dificuldade em suas aldeias - disse a presidente da ONG, Regina Carlini.
A peculiaridade da Casa do índio do Rio é o atendimento a portadores de deficiência física e mental. Em nota, a Funai disse que há restrições legais para a criação de um centro de atendimento.
O Globo, 11/08/2006, Rio, p. 29
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