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29 de Jun de 2009
A Casa de Apoio à Saúde do Índio de São Paulo (Casai/SP) promoveu, no último sábado (27), o Arraiá da Casai, com o objetivo da integração entre os funcionários, os pacientes e os acompanhantes da Casa, além de proporcionar um momento de alegria e lazer.
Durante o mês de junho, a Casai realizou, por meio do Programa Tamoromu, várias oficinas sobre a Festa Junina, no qual foi explicado aos indígenas a história, o significado, os símbolos e os signos da festa. "O objetivo desse trabalho era fazer com que essa festa tivesse algum sentido para esses indígenas", afirmou a antropóloga, Vanessa Caldeira.
Segundo a pedagoga, Dora Pankararu, a festa é para aliviar o espírito e fazer uma maneira diferente de tratar o paciente. "A festa traz alegria, por mais que você não participe do momento de dança, do canto e da comemoração, mas você está sendo visto com a reflexão espiritual do outro", ressaltou.
A indígena Maria Isabel Salustiano dos Santos, da etnia Fulniô, relembrou de sua aldeia e familiares, pois também fazem essa comemoração. Em contrapartida, o indígena Tafuraki Nafukuá, da etnia Nafukuá, nunca participou de uma festa Junina, mas achou muito divertida.
"Na nossa região, no Alto do Xingu, a nossa cultura é muito diferente da do branco. Nunca ouvi falar em festa junina; a nossa festa é diferente. A nossa tem dança tradicional. Essa festa não é permitida na aldeia. O cacique não deixa, pois a gente acaba perdendo a nossa cultura", observou.
Durante o evento, aconteceram várias brincadeiras para as crianças, correio elegante, fogueira para assar o milho e se aquecer do frio, comidas e doces típicos. Além de muita música e uma quadrilha muito divertida. Ao final, foram distribuídas as prendas para as crianças que participaram das brincadeiras.
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