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Carvoarias fechadas no Lago Sul

CB, Cidades, p.25
22 de Set de 2004

Carvoarias fechadas no Lago Sul

Aline Fonseca
Da equipe do Correio

A denúncia foi anônima, mas levou policiais da Companhia de Polícia Ambiental e técnicos da Secretaria de Administração de Parques (Comparques) ao endereço de duas carvoarias no Parque Ecológico do Lago Sul Bernardo Sayão. Valmir Ribeiro da Rocha e Adaílton Neves Ferreira dos Santos foram presos em flagrante por crime ambiental. A 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) abriu inquérito. Os dois responderão ao processo em liberdade, depois de terem se comprometido em recuperar a área.
Essa é a nona carvoaria encontrada em área de parques no Distrito Federal desde o ano passado. Há quase um mês foram flagradas quatro caieiras (buraco no solo, onde a madeira é queimada) no Parque Cachoeirinha, Paranoá. É uma atividade degradante, que causa problemas ao meio ambiente e também à pessoa que cuida da carvoaria, explicou Juraci Mendonça, técnico da Comparques.
Em depoimento à polícia, Valmir e Adaílton alegaram ser os responsáveis pelas carvoarias e que vendiam o carvão para a própria sobrevivência. Os dois moram em chácaras no parque e afirmaram não utilizar madeira da região.
Na chácara de Valmir, foram encontradas quatro caieiras. Uma delas ainda queimava madeira quando os policiais chegaram. O carvão vendido rendia às famílias de R$ 200 a R$ 300 por mês.
Os proprietários das carvoarias são invasores do parque. O lugar, entretanto, ainda não tem posse definida. É alvo de demanda judicial. A Terracap e o advogado Salomão Szervinsk alegam serem os donos do terreno e a questão foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), com recurso extraordinário em favor da Terracap. Faz uns oito meses que meu pai não pisa na área, mas posso garantir que ele não tem nenhum conhecimento dessas carvoarias, explica o filho de Salomão, Alberto Siqueira.

CB, 22/09/2004, Cidades, p. 25

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